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Correio da Manhã

Portugal
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Maior traficante português solto devido a guerra de juízes. Franklim Lobo em liberdade

Ana Peres liberta maior traficante português, riscando o crime de associação criminosa.
Miguel Curado 25 de Julho de 2019 às 08:48
Arguido tem 63 anos
Franklim Lobo estava acusado de associação criminosa e tráfico
Arguido tem 63 anos
Franklim Lobo estava acusado de associação criminosa e tráfico
Arguido tem 63 anos
Franklim Lobo estava acusado de associação criminosa e tráfico
A juíza Ana Peres soltou o maior traficante de droga português, Franklim Lobo, ao proferir um despacho instrutório no qual desmente que ele seja foragido à Justiça, culpando o Ministério Público por um erro ao notificá-lo.

Franklim, sujeito apenas a apresentações, vai ser julgado por tráfico de droga, ‘caindo’ o crime de associação criminosa. Isso contraria a leitura do juiz Carlos Alexandre, que ‘deu’ ao narcotraficante um dos papéis principais na rede, que envolve dois operacionais da PJ, e que está em julgamento no processo Operação Aquiles.

O traficante, de 63 anos, foi preso em março, em Málaga, Espanha, e repatriado na condição de foragido ao abrigo do processo Operação Aquiles.

A acusação, que senta no banco dos réus 27 arguidos, entre os quais estão o ex-coordenador da PJ Dias Santos e o inspetor-chefe Ricardo Macedo, atribuiu-lhe a liderança da rede de tráfico que terá corrompido os dois operacionais.

Franklim Lobo foi separado do processo inicial à chegada a Portugal. A defesa requereu a abertura de instrução, e a juíza Ana Peres vem agora dizer que o arguido, afinal, comunicou à Justiça a sua mudança de residência para Málaga, após sair da cadeia em 2014.

Em 2017, o Ministério Público comunicou-lhe, para a antiga morada da Reboleira, Amadora, que era arguido na Operação Aquiles. Por isso está desmentida a tese de que Franklim Lobo é foragido à Justiça. Ana Peres ordenou a sua libertação, também por considerar que "é moderado" o perigo de que o arguido tente traficar droga em liberdade.

PORMENORES
Escutas com filho
A acusação a Franklim Lobo baseia-se nas escutas telefónicas no qual o traficante foi apanhado em negócios de tráfico com o filho Francisco e Vítor Caeiro, ambos arguidos no processo.

Nega contactos
No despacho instrutório, além das apresentações à autoridade, Franklim Lobo ficou também proibido de contactar com os outros 26 arguidos da Operação Aquiles, incluindo o filho Francisco.

Dura mais 1 ano
O coletivo de juízes responsável pela Operação Aquiles estima que o julgamento possa durar mais um ano. Ainda faltam ouvir muitas testemunhas. Franklim Lobo será julgado em separado.
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