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Correio da Manhã

Portugal
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Maioria dos postos de abastecimento em Coimbra sem gasóleo

Greve foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas.
Lusa 17 de Abril de 2019 às 11:26
Combustíveis
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Bomba de combustiveis
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Bomba de combustiveis
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Bomba de combustiveis
A maioria dos postos de abastecimento na cidade de Coimbra estão sem gasóleo devido à greve dos motoristas de matérias perigosas e registam-se de filas nas poucas estações que ainda vendem este combustível.

"Não temos gasóleo", diz a funcionária de uma bomba, no centro da cidade, que vai avisando todos os condutores que por lá param esta quarta-feira na esperança de abastecer.

À agência Lusa, conta que, por lá, não há fila desde que o posto ficou sem diesel, notando que há muita gente a perguntar onde é que este se pode encontrar.

Numa bomba vizinha, o cenário é idêntico. "Não temos nada, nem gasóleo nem gasolina, desde ontem à noite", refere um funcionário.

Nos postos de abastecimento da Galp junto ao Vale das Flores, uma placa avisa que todos os combustíveis estão esgotados, situação idêntica na estação junto à 'rotunda da Fucoli', onde se multiplicam as tabuletas onde se lê "Fora de serviço".

Perto da rotunda em direção à Estrada da Beira, o Jumbo avisa que também não há diesel, não se registando qualquer fila, ao contrário da noite de terça-feira, em que se constatava naquele local um 'mar de carros', quando ainda havia gasóleo.

Na Prio, situada na Avenida da Lousã, onde ainda há gasolina e gasóleo, regista-se uma fila um pouco extensa, mas é referido, por volta das 10:00, que mais uma hora e todos os combustíveis deverão acabar.

Por Coimbra, apenas nas poucas estações de serviço onde há gasóleo é que se registam filas, como é o caso das duas estações de serviço junto ao centro comercial Fórum, ainda que uma delas esteja já sem gasolina.

A greve dos motoristas de matérias perigosas, que começou às 00h00 de segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica.

Na terça-feira, alegando o não cumprimento dos serviços mínimos decretados, o Governo avançou com a requisição civil, definindo que até quinta-feira os trabalhadores a requisitar devem corresponder "aos que se disponibilizaram para assegurar funções em serviços mínimos e, na sua ausência ou insuficiência, os que constem da escala de serviço".

No final da tarde de terça-feira, o Governo declarou a "situação de alerta" devido à greve, avançando com medidas excecionais para garantir os abastecimentos e, numa reunião durante a noite com a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) e o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, foram definidos os serviços mínimos.

A greve dos motoristas de matérias perigosas decorre por tempo indeterminado.
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