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Correio da Manhã

Portugal
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Mais de 100 contributos para travar novos hotéis em Portimão

Especialista em geologia alerta para estado de dissolução das rochas e falhas sísmicas.
Rui Pando Gomes e José Carlos Eusébio 14 de Março de 2019 às 08:28
Grupo de cidadãos tem promovido contactos com especialistas
Grupo de cidadãos tem promovido contactos com especialistas
Grupo de cidadãos tem promovido contactos com especialistas
Grupo de cidadãos tem promovido contactos com especialistas
Grupo de cidadãos tem promovido contactos com especialistas
Grupo de cidadãos tem promovido contactos com especialistas
Grupo de cidadãos tem promovido contactos com especialistas
Grupo de cidadãos tem promovido contactos com especialistas
Grupo de cidadãos tem promovido contactos com especialistas
Mais de 100 pessoas já participaram no processo de consulta pública aberto pela Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, no âmbito do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) apresentado pelos promotores do projeto turístico que prevê a construção de três hotéis junto ao mar na zona de João D’ Arens, em Portimão.

O empreendimento prevê um investimento de 43 milhões de euros e a criação de 400 postos de trabalho. A área abrangida é de 31,7 hectares, desde a rotunda Simon Bolívar até ao acesso ao empreendimento turístico Prainha, com extensão até ao mar.

O projeto prevê a construção de três unidades hoteleiras de cinco estrelas, com um total de 822 camas (411 quartos).

O projeto tem gerado uma grande contestação e segundo o portal Participa, foram registadas, até esta quarta-feira ao final do dia, 104 participações no EIA. Um grupo de cidadãos tem promovido contactos com investigadores, professores universitário e peritos em áreas como a biologia, a geologia e a geofísica.

Segundo o grupo, um dos últimos pareceres é de uma geóloga da Universidade do Algarve que "aponta para um estado de dissolução das rochas, precisamente na zona do João D’ Arens".

Por outro lado, a investigadora alerta que naquela zona existem "falhas sísmicas ativas como a falha de Portimão, facto que, associado ao preenchimento das cavidades cársicas por areia, acrescenta risco sísmico à região".

O grupo de cidadãos vai recolher amanhã assinaturas contra o projeto, junto ao Teatro Municipal, entre as 17h00 e as 20h00. A Câmara de Portimão vai analisar as contribuições apresentadas na consulta pública para tomar uma posição.
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