Segundo dados preliminares da APSI, baseados na imprensa, no ano passado registaram-se 33 casos de afogamento e 12 mortes.
Mais de 60 crianças e jovens morreram afogadas e 57 necessitaram de tratamento hospitalar em Portugal entre 2020 e 2024, sendo na maioria rapazes adolescentes e sobretudo no verão, segundo dados esta quinta-feira divulgados.
Entre "2020 a 2024, 63 crianças e jovens perderam a vida por afogamento e 57 necessitaram de internamento hospitalar. Adicionalmente, o 112 reencaminhou para o CODU/INEM um total de 588 ocorrências médicas relacionadas com afogamentos e acidentes de mergulho", refere a Guarda Nacional Republicana e Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), num comunicado conjunto.
A GNR e a APSI avançam que na próxima semana vão lançar uma nova campanha para combater o afogamento infantil, tendo em conta "o aumento preocupante da mortalidade nos últimos anos", maioritariamente em rios, albufeiras e locais não vigiados, após uma "redução expressiva de mortes e internamentos nas últimas duas décadas".
"Se, numa perspetiva de longo prazo (2002-2024), o país registou um decréscimo acentuado no número de mortes (de 28 para 8) e de internamentos (de 49 para 13) o cenário recente exige um estado de alerta redobrado", precisa a nota.
Os balanços com dados oficiais são feitos de dois em dois anos, como explicou à agência Lusa fonte da APSI, daí o balanço esta quinta-feira divulgado ser entre 2020 e 2024.
De acordo com o mais recente balanço da APSI, entre 2020 e 2022 o número médio de mortes anuais por afogamento fixou-se em 15, o que representa mais do dobro da média registada no triénio anterior (7,3).
"Embora os dados oficiais de 2023 (10 mortes) e 2024 (8 mortes) mostrem uma melhoria, os valores mantém-se acima do mínimo histórico alcançado no período de 2017 a 2019", sublinha a associação.
Segundo dados preliminares da APSI, baseados na imprensa, no ano passado registaram-se 33 casos de afogamento e 12 mortes.
Os acionamentos através do 112/ INEM para afogamentos e acidentes de mergulho ultrapassam as 100 ocorrências anuais desde 2020, indicam os dados das duas entidades.
A análise detalhada por faixas etárias evidencia vulnerabilidades distintas ao longo do crescimento, com 20 mortes e 21 internamentos dos zero aos quatro anos, com cinco mortes e oito internamentos dos cinco aos nove anos.
Dos 10 aos 14 anos foram indicadas 10 mortes e 10 internamentos, enquanto dos 15 aos 19 anos foram registadas 28 mortes e 18 internamentos.
Segundo a APSI, registou-se uma redução de casos em poços e tanques, mas observou-se "um crescimento continuo de acidentes em planos de água naturais, como rios, ribeiras, lagoas e praias". Estes locais afetam predominantemente os jovens dos 10 aos 14 anos e dos 15 aos 19 anos.
Face a este cenário, a GNR e a APSI, em ações de sensibilização às populações, apelam a que a segurança em torno da água não seja negligenciada, alertando que "o afogamento e´ rápido, silencioso e pode acontecer em muito poucos centímetros de água".
A supervisão ativa e constante por parte dos adultos, a instalação de barreiras verticais em piscinas domésticas, a vigilância por profissionais qualificados (nadadores-salvadores) de zonas de banho e mergulho e a existência de equipamento de socorro junto a planos de água não vigiados continuam a ser as ferramentas mais eficazes para salvar vidas, alertam ainda.
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