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Mais de mil reunidos no último adeus a pescadores

Funerais de José Luís Santos e José Postiga deixam Póvoa de Varzim e Caxinas de luto

30 de outubro de 2013 às 08:55

José Luís Santos, 48 anos, e José Postiga, 55, foram ontem a enterrar, quatro dias após o naufrágio do barco ‘Jesus dos Navegantes', na Figueira da Foz. Entre a capela de Nossa Senhora do Desterro, na Póvoa de Varzim, e a igreja do Senhor dos Navegantes, nas Caxinas, Vila do Conde, mais de mil familiares e amigos prestaram a última homenagem aos dois pescadores. "Morreram, mas ficam no coração de cada um de nós", afirmou monsenhor Domingos Araújo.

A irmã de José Luís Santos, com a qual o pescador residia, não conseguiu conter as lágrimas de dor durante a cerimónia fúnebre. "O Senhor irá acolhê-lo passados estes momentos de aflição", referiu o padre Duarte Nuno Rocha na capela do Desterro, que foi pequena para receber todos os que quiseram dizer adeus ao homem que morreu no Hospital de Coimbra e encontrou repouso final no cemitério nº 1 da Póvoa de Varzim.

Minutos depois, José Américo Postiga reuniu largas centenas de amigos e familiares nas Caxinas, incluindo sobreviventes do naufrágio. "Fizemos todos os possíveis para ajudar os colegas e está a ser muito difícil viver com as imagens dos companheiros na memória", disse ao CM Francisco João Ferreira.

Na homilia, monsenhor Domingos Araújo dirigiu-se aos familiares do pescador. "É uma alegria viver mas não é uma derrota morrer, porque o nosso irmão continuará no coração de Deus", afirmou.

O cortejo fúnebre seguiu para o cemitério das Caxinas, onde o corpo de José Postiga ficou sepultado. A viúva desmaiou após o último adeus ao companheiro de vida e o elevado número de pessoas de luto fez com que chegasse à última morada da vítima quando esta estava já a baixar à terra. Os dois colegas de faina também falecidos, Serafim Aldeias e José Regufe, vão amanhã a enterrar, na Póvoa de Varzim.

A tragédia na Figueira da Foz reacendeu a polémica em torno das condições de segurança. "É uma vergonha que não tenha havido uma palavra dos governantes a estas famílias", disse José Festas, da Associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar.

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