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Correio da Manhã

Portugal
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Costa diz que o Governo está a trabalhar para alargar serviços mínimos a todo o País

Falta de combustíveis está a deixar o território nacional num caos. Marcelo pede acordo entre sindicatos e Governo.
17 de Abril de 2019 às 15:26
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Crise energética em todo o País é uma dos temas da sessão plenária no Parlamento.
Marcelo Rebelo de Sousa foi na tarde desta quarta-feira questionado pelos jornalistas relativamente à greve dos motoristas do transporte de matérias pesadas.

O Presidente da República disse que há "duas prioridades simultâneas" a ter em conta. O dirigente referiu que a "primeira é garantir que os serviços mínimos funcionem" e depois é importante que estes sejam de amplos de forma a cobrir "necessidades coletivas que verdadeiramente justificam esses serviços mínimos", como é o caso dos transportes coletivos e da distribuição de medicamentos. 

Ainda em declarações, Marcelo Rebelo de Sousa disse fazer "sentido pensar na ampliação dos serviços mínimos em todo o país". Mas para o presidente, os serviços mínimos não resolvem totalmente o problema das pessoas. "É preciso que as duas partes falem e que o governo ajude nessa fala. Esta é uma questão de conflito entre privados num setor em que está em causa o interesse coletivo e estratégico", disse.

Para o Presidente da República é "muito importante que esse diálogo avance, se não daqui a duas semanas temos o mesmo problema, apesar de resolvida a questão dos serviços mínimos".

Também o primeiro ministro, António Costa, comentou a situação que está a alarmar o país. Costa referiu que se deve efetivamente "alargar os serviços mínimos para assegurar o abastecimento mínimo em todo o território nacional". No entanto, o primeiro ministro explica que se "deve respeitar o direito a greve".

António Costa disse ter "esperança de que havendo acordo sobre os serviços mínimos, se vão criar condições para que se ultrapasse este conflito laboral".

Neste momento o Governo encontra-se a conversar com as duas partes envolvidas. 

"Enquanto houver greve, têm que haver serviços mínimos", disse o primeiro-ministro acrescentando que o Governo acredita "ser possível as partes alargarem os serviços mínimos sem prejudicar ninguém".

Costa assumiu ainda que "se não houver acordo, o Governo vai assumir as responsabilidades relativamente aos serviços mínimos".
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