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Correio da Manhã

Portugal
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Mata à facada após 'rave party'

Discussão começou quando agressor danificou o carro da vítima.
Nelson Rodrigues 28 de Novembro de 2016 às 08:41
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Mata à facada após 'rave party'
"Esfaqueaste-me. Estou a sangrar. Ajudem-me." Foram estas as últimas palavras de Vítor Estebainha, após ter sido mortalmente esfaqueado no tórax por Francisco Cunha, de 20 anos, numa estrada secundária de Gatão, em Amarante, a 2 de março deste ano.

O crime ocorreu quando vítima e arguido regressavam a casa, após uma noite de copos, num bar onde decorreu uma ‘rave party’, em Celorico de Basto, e após a ingestão de álcool e haxixe, junto a uma escola.

Francisco Cunha está acusado de um crime de homicídio qualificado e começa a ser julgado no Tribunal de Penafiel em dezembro. Na origem do homicídio, diz o Ministério Público, esteve o facto de o homicida ter partido o suporte dos copos do carro da vítima, ao colocar uma cerveja. Vítor Estebainha, de 27 anos, confrontou o amigo dizendo que este teria de pagar.

Após discutirem, a vítima imobilizou o Audi na rua de S. Martinho - por onde tinham seguido para fugir às fiscalizações da GNR. Foi então que as ameaças subiram de tom e Francisco insinuou que ia cortar os pneus do carro. Ato contínuo: pegou numa faca e, após ser agredido com um murro pela vítima, desferiu-lhe uma facada no tórax, que lhe provocou a morte.

Francisco atirou a faca para uma encosta, onde foi recuperada pela PJ. O crime foi testemunhado pela namorada do homicida e por um outro colega, que também seguiam no carro. A família da vítima mortal pede uma indemnização de 116 mil euros. O arguido aguarda o julgamento em prisão preventiva.
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