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Correio da Manhã

Portugal
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Mata prostituta com mais de 300 golpes

Vítima foi deixada morta numa poça de sangue.
Isabel Jordão 17 de Novembro de 2015 às 08:01
O arguido, Paulo Pinto, entrou no Tribunal de Leiria algemado, acompanhado de guardas prisionais
O arguido, Paulo Pinto, entrou no Tribunal de Leiria algemado, acompanhado de guardas prisionais FOTO: João Matias
O homem acusado da morte de uma prostituta com mais de 300 golpes de navalha, na Marinha Grande, em março, disse esta segunda-feira, em julgamento no Tribunal de Leiria, não se recordar do ataque, apesar de descrever com rigor o que ocorreu antes e depois do crime. Em lágrimas, disse ter "vergonha e nojo" do seu ato.

Paulo Pinto, operário fabril de 41 anos, contou ter pago 20 euros à vítima, Elsa Costa, 31 anos, para sexo, tendo-se desentendido por ela querer mais dinheiro.

"Ela começou a insistir, tirou-me a chave do carro e com uma navalha deu-me dois golpes no pulso", contou o arguido, adiantando ter mostrado a carteira à vítima, que lhe tirou 80 euros, saindo do carro.

Embriagado, Paulo Pinto foi atrás da prostituta, atirou-a ao chão, retirou-lhe a navalha e, de joelhos em cima dela, desferiu-lhe 256 golpes na cara, 27 no pescoço – um dos quais, na veia jugular, fatal – e 54 nas mãos, deixando-a a agonizar numa poça de sangue.


O arguido estava ainda junto do corpo quando a PSP chegou, tendo sido de imediato detido. O julgamento continua dia 23.
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