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Matou a ex-mulher à marretada

Um homem de 59 anos matou ontem a ex-mulher com golpes de marreta, em Sanfins do Douro, Alijó. O crime ocorreu quando a vítima entrava na casa que foi de ambos para ir buscar roupa para uma filha deficiente. Uma irmã da vítima, ao presenciar as agressões, caiu inanimada e morreu também.

01 de maio de 2006 às 00:00

A tragédia aconteceu às 10h20, quando Maria de Lurdes, de 58 anos, depois de ter ido ao cemitério para colocar flores na campa do pai e de um irmão, dirigiu-se à casa onde o marido ficou a residir após o divórcio, há um ano. O homicida, Mário Santos, reformado bancário, recebeu-a no portão e atingiu-a duas vezes com a marreta, provocando-lhe morte imediata.

Maria Deolinda, de 48 anos, irmã da vítima, assistiu a tudo e, segundo populares, “caiu logo no chão”. A mulher sofria do coração e morreu de doença súbita. O agressor trancou-se em casa – para fugir à fúria da população – e só saiu com a chegada da GNR.

O casal tinha-se divorciado há um ano e na quinta-feira o homem tinha de entregar a casa à ex-mulher, recebendo 35 mil euros, por decisão do tribunal, situação que Mário Santos nunca terá aceite de bom grado.

Tatiana Lourenço, de 18 anos, sobrinha das vítimas, contou ao CM que estava em casa, em frente ao local do crime, quando ouviu barulho e gritos de “ele matou-a”. “Havia sangue por todo o lado”, explicou.

Segundo Tatiana, os ânimos ficaram muito exaltados. “Tive medo de que rebentassem com a porta e o fossem buscar dentro de casa. A GNR vedou a rua e teve de meter o jipe lá dentro para que ele fosse levado. Quando a guarda passava com o jipe, os vizinhos gritavam ‘assassino’ e batiam nas janelas e portas da viatura policial”, disse.

José Vilela, tio das vítimas, alegou que Mário Santos “planeou tudo muito bem, pois sabia que ela vinha buscar a roupa da menina deficiente, e já tinha a marreta pronta. Isto é um crime premeditado”, disse.

As duas vítimas tinham duas filhas cada, sendo que uma das filhas de Maria de Lurdes, tem 23 anos e é deficiente. Os corpos foram transportados para Vila Real, para serem autopsiados. Ao que o CM apurou, quando a GNR deteve Mário Santos, este estava muito calmo, “demasiado sereno”, não ofereceu resistência e não disse uma palavra.

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