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Mediador de seguros da Figueira da Foz criou fundo falso e lesou clientes em 328 mil euros

Alegou que os proveitos, arrecadados pelo fundo durante 10 anos, foram investidos na sua empresa.

03 de maio de 2023 às 23:21

Um mediador de seguros da Figueira da Foz criou um produto financeiro falso, que lesou quatro clientes, segundo o próprio, em 328 mil euros, num caso que está a ser investigado pelo Ministério Público.

Em declarações à agência Lusa, Paulo Pinto, mediador de seguros com 38 anos de atividade e ex-presidente da Junta de Freguesia do Paião, localidade do sul daquele município litoral do distrito de Coimbra, confirmou a criação do instrumento financeiro falso, que usava um "símbolo" da Liberty Seguros "aposto na folha" e um nome parecido com o da seguradora.

Alegou que os proveitos de cerca de 328 mil euros, arrecadados pelo fundo durante 10 anos, "entre 2009 e 2019", foram investidos na sua empresa.

Tendo chegado a ser "um dos maiores" mediadores -- o próprio assim se definiu -- da Liberty Seguros, na mesma altura em que era presidente da Junta de Freguesia do Paião, localidade do sul do concelho da Figueira da Foz, distrito de Coimbra, Paulo Pinto começou por justificar a criação do fundo por estar "pressionado para crescer" na sua atividade.

Em declarações à agência Lusa, acompanhado pelo seu advogado, Joaquim Malafaia, o mediador aludiu à pressão de estar "no topo", abrindo escritórios (chegou a ter quatro, nos municípios da Figueira da Foz e de Pombal) e contratando pessoal, ao mesmo tempo em que se envolveu "demasiado na vida autárquica".

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