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Correio da Manhã

Portugal
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Menor rouba prostitutas

As prostitutas de Viseu e Figueira da Foz estão a viver dias de sobressalto. Nas últimas duas semanas foram atacadas pelo menos cinco por um menor e dois jovens, que as roubaram e tentaram manter relações sexuais gratuitas.
30 de Agosto de 2007 às 00:00
Pelo menos cinco prostitutas foram atacadas na Figueira e Viseu
Pelo menos cinco prostitutas foram atacadas na Figueira e Viseu FOTO: Carlos Ferreira
A situação mais grave está a passar-se na Figueira da Foz, onde três mulheres ligadas à prostituição – duas brasileiras e uma portuguesa – se queixam de terem sido assaltadas por um menor – de 13 ou 14 anos –, que também tentou manter relações sexuais com elas sob a ameaça de uma faca.
Uma das vítimas, Marilu (nome fictício), de 39 anos, imigrante, contou ontem que o rapaz faz-se passar por cliente, mas depois exige dinheiro e relações sexuais sem pagar, ameaçando-as com uma faca.
O adolescente, que actua há pelo menos duas semanas, liga para os telemóveis das mulheres – publicados em jornais – para saber as condições do serviço e marca um encontro. Quando Marilu viu o rapaz, recusou o atendimento, mas como ele insistiu, dizendo que não era a primeira vez que recorria à prostituição, deixou-o entrar no apartamento. Nessa altura, o menor exibiu uma faca e ameaçou a imigrante, que acabou por lhe dar 25 euros para que se fosse embora sem manterem relações sexuais.
Em Viseu, na semana passada, duas brasileiras, de 25 e 28 anos, foram atacadas no interior de um apartamento por dois indivíduos “muito fortes”, mas “bem vestidos”, acima “de qualquer suspeita”.
Os indivíduos entraram na casa como clientes, mas de imediato demonstraram que não queriam praticar sexo, mas sim levar o dinheiro e outros bens das prostitutas.
Em consequência do assalto, Marlene (nome fictício), prostituta em Viseu há três anos, vai desistir da “aventura europeia” e regressar ao Brasil, porque passou por um susto que lhe fez “temer pela vida”.
"AMEAÇARAM-NOS DE MORTE"
“Entraram dois garotos no apartamento, fingindo querer sexo, mas o que eles pretendiam era dinheiro. Ameaçaram-nos de morte e tivemos que dar tudo”, contou ontem Marlene, que – à semelhança das outras colegas de Viseu e Figueira da Foz – não apresentou queixa à polícia.
No caso de Viseu, as duas mulheres estão em situação ilegal no País. “Se avisamos a polícia, o pior é para nós”, explicou a jovem, adiantando que os atacantes usavam cabeleiras postiças.
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