As obras do Metro Sul do Tejo (MST) arrancaram ontem em Alcaniça (Almada) com “a delimitação do terreno para o início dos trabalhos das máquinas”, disse ao CM fonte do consórcio que nos próximos 36 meses irá construir os 19 quilómetros de linha e colocar sobre esta o material circulante.
O arranque das obras em Almada não foi acompanhado pelo início dos trabalhos na outra frente, instalada no Vale de Gatos, Seixal. Isto porque, segundo fonte da autarquia, “o consórcio MST optou por retirar os estaleiros daquela zona, próxima da estação ferroviária de Corroios, por opções técnicas”. Recorde-se que a Câmara do Seixal impôs alterações de pormenor às propostas da empresa para o troço entre o parque operacional de Vale de Gatos e a futura estação do metro de Corroios e sobre a implantação do estaleiro.
Nesta primeira fase, o MST irá ocupar 11 hectares, nove dos quais de troços em áreas onde agora existem estradas. Esta é uma situação que levanta algumas críticas dos moradores, sobretudo na zona central de Almada.
No sentido de minimizar o impacte negativo da construção junto da população, os trabalhos serão repartidos por seis troços, sendo previamente anunciadas as obras e as alternativas apontadas pelas autarquias do Seixal e Almada para a circulação automóvel perante os cortes de vias que irão ser efectuados. Até ao final deste ano, as duas autarquias prevêem lançar um plano de comunicação onde as populações serão informadas de todas as alterações adoptadas, uma vez que, no início de 2004, está previsto o corte ao trânsito na Estrada Nacional 10 (junto a Corroios-Seixal) e nas avenidas Bento Gonçalves, D. Nuno Alvares Pereira, D. Afonso Henriques e 25 de Abril.
Na zona do Canecão, em Cacilhas, os comerciantes aguardam com expectativa a chegada do MST. “Ainda estamos mal esclarecidos sobre as alterações que o metro irá introduzir em Almada, mas em termos de estacionamento, que já é extremamente complicado nesta zona, irá complicar-se mais ainda”, disse ao CM, Manuel Pinto, dono de um mini-mercado. Por sua vez, Norberto Esteves, gestor de uma loja de bricolage e material de construção, referiu que “nos próximos dois anos as obras do metro trarão grandes transtornos para o comércio”. “Mas, no futuro, penso que o metro será positivo porque irá trazer mais pessoas para esta zona da cidade”, acrescentou.
OBRAS MUDAM IMAGEM DE ARTÉRIAS PRINCIPAIS
Para reduzir os efeitos negativos da passagem do ‘Combino’ na praça MFA, em Almada, as composições serão dotadas da mais recente tecnologia de minimização de vibrações e terão prioridade à passagem pelos semáforos.
Na Av. 25 de Abril, em Almada, a introdução do metro levará a uma redução substancial dos espaços para estacionamento. O canal central, por onde circularão, de 5 em 5 minutos, as composições terá, uma largura central de sete metros.
A introdução do MST será acompanhada por profundos arranjos urbanísticos cujo projecto coube ao arquitecto Leopoldo Criner. Na Avenida 23 de Julho, no Laranjeiro, o metro trará consigo novo mobiliário urbano e zonas verdes.
O MST circulará num corredor central na Estrada Nacional 10, principal via que liga Almada ao Seixal. Esta artéria contará com novas áreas arborizadas e amplas estações que funcionarão diariamente entre as 5h00 e as 2h00.
1ª FASE EM 2005
Com a disposição de uma estrela de três pontas (Univ. Monte Caparica, Cacilhas e Corroios) a primeira das três fases do metro de superfície deverá ficar concluída em 2005 e terá 19 quilómetros de extensão.
320 MILHÕES
Com três linhas de comboios independentes, a obra orçada em 320 milhões de euros será repartida por seis troços, cada um com uma distância de 2000 metros, sendo o último a construir entre Almada e Cacilhas.
COMBINO A 70 KM/H
O metro (Combino), é formado por cinco módulos, com capacidade para 225 passageiros e tem uma velocidade máxima de 70 km/h. A velocidade comercial será de 23 Km/h.
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