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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

15 anos depois, caso Monte Branco é arquivado

Ministério Público fechou investigação que começou em 2011. Procurador Rosário Teixeira refere que o Estado recuperou 32 milhões de euros em falta.

17 de junho de 2026 às 14:39

O Ministério Público fechou, esta semana, a investigação do processo Monte Branco, cuja investigação começou em 2011. No despacho final, a que o NOW teve acesso, o procurador Rosário Teixeira refere que o Estado recuperou 32 milhões de euros em falta.

O caso "Monte Branco" viria a dar origem à Operação Marquês, cujo julgamento ainda decorre no Tribunal de Lisboa, e também, ainda que parcialmente, à investigação do caso do Banco Espírito Santo, também ainda em julgamento.

Os 15 anos de duração da investigação fizeram com que, em relação a cinco arguidos - Francisco Canas, Liberto Mascarenhas, José Alves, António Pinto de Sousa e José Maria Ricciardi - a sua responsabilidade criminal fosse declarada extinta.

Ainda assim, o procurador Rosário Teixeira refere, no despacho de arquivamento, que “importa voltar a assinalar a relevância da investigação desenvolvida, em face do manancial de factos e de elementos de prova que foi adquirido e transferido para outros inquéritos, para além da reintegração fiscal que proporcionou”. 

No centro da investigação esteve a loja de câmbios Montenegro Chaves, situada na baixa de Lisboa, suspeita de canalizar milhões de euros para a Suíça, à margem da Administração Fiscal. 

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