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Correio da Manhã

Portugal
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Ministro da Defesa manifesta "reconhecimento" ao Exército alvo de ataques e críticas

Reconhecimento justifica-se por ser uma "instituição multissecular" e "porque a força das instituições vê-se normalmente nas dificuldades", afirmou.
Lusa 6 de Novembro de 2017 às 19:21
Azeredo Lopes, ex-ministro da Defesa
Azeredo Lopes
Azeredo Lopes
Azeredo Lopes, ex-ministro da Defesa
Azeredo Lopes
Azeredo Lopes
Azeredo Lopes, ex-ministro da Defesa
Azeredo Lopes
Azeredo Lopes
O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, manifestou esta segunda-feira no Porto o seu "reconhecimento" pelo trabalho desenvolvido pelo Exército português, num momento em que está a ser "objeto de ataques" ou "críticas".

"O Exército, como sabem por razões que eu não vou aqui desenvolver, atravessa momentos em que está a ser objeto de ataques ou de críticas, e eu queria deixar uma palavra pública de reconhecimento ao Exército", declarou Azeredo Lopes esta tarde na delegação do Porto da Associação dos Deficientes das Forças Armadas durante uma cerimónia de apresentação do projeto do Centro de Apoio Integrado do Porto (CAIP -- Centro de Reabilitação Psicossocial).

O reconhecimento do papel do Exército justifica-se por ser uma "instituição multissecular" e "porque a força das instituições vê-se normalmente nas dificuldades", afirmou o ministro.

"Senhor general [Pereira de Melo], e acho que aqui não é só o ministro que lhe fala, é também o cidadão, eu creio que o Exército português pode estar certo de que tem ao seu lado a esmagadora maioria dos portugueses e das portuguesas e mal ficaria se não aproveitasse para em público expressar este sentimento", acrescentou Azeredo Lopes.

O ministro fez questão de sublinhar, no início do seu discurso, que queria começar a sua intervenção com "uma palavra" que não tinha "a ver com Associação dos Deficientes das Forças Armadas(ADFA)", mas que queria aproveitar a presença do general Pereira de Melo, que estava presente na cerimónia em representação do Exército.

O ministro comprometeu-se em resolver reivindicações antigas dos deficientes das Forças Armadas que combateram na Guerra Colonial entre 1961 a 1974.

"Atravessamos tempos difíceis, como a tragédia muito grande durante este verão, mas eu também concordo com não deixou de dizer que a tragédia não se apaga, a tragédia não se nega, mas ao mesmo tempo temos de cuidar também dos vivos".

"Os senhores e as senhoras deficientes das Forças Armadas são daqueles vivos que é mais importante que cuidemos, porque estão ficaram assim ou pioraram ao serviço de Portugal. Portugal está constituído numa dívida que não se esgota com o tempo".

Queria que soubessem que eu entendo realmente que os deficientes das Forças Armadas para além da tragédia que sofreram, sofreram-na também ao serviço de Portugal" e isso "não pode ser esquecido por ninguém que de forma decente se qualifica como cidadão ou como cidadã", acrescentou.

No final da cerimónia, o ministro da Defesa manifestou aos jornalistas vontade de falar à margem da sessão, para momentos depois abandonar o local, após ter dialogado com uma das suas assessoras em frente aos repórteres presentes.

No início da cerimónia de apresentação do projeto do Centro de Apoio Integrado do Porto, uma assessora do ministro da Defesa Nacional questionou os jornalistas presentes sobre quais as questões que lhe pretendiam colocar à margem daquela apresentação.
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