A passagem de um minitornado provocou ontem à tarde o pânico e a destruição no bairro Horizonte, em Lisboa. "Foi um susto enorme. Só tive tempo de me agarrar à porta da rua e de rezar a Nossa Senhora de Fátima para não ser levada pelo vento", disse ao CM Maria de Fátima Barbosa. "O vento surgiu junto do cemitério do Alto de São João, de repente ficou tudo escuro e era lixo a voar por todo o lado", acrescentou.
Jorge Silva foi um dos moradores que viu o telhado da sua casa ser levado. 'Só não fiquei com a casa destruída porque a placa aguentou a força do vento'.
O Regimento de Sapadores Bombeiros deslocou para o bairro Horizonte 22 homens e cinco viaturas, que no local removeram as telhas de lusalite arrancadas de cinco prédios.
Visivelmente assustada, Joaquina Rodrigues tentava endireitar os vasos colocados no quintal. 'Foi um grande susto, não sei como o meu marido, que já sofreu um AVC, aguentou com isto', disse.
A tromba-d’água que se formou no estuário do Tejo e que viria a provocar um tornado na encosta das Olaias, desde o cemitério do Alto de S. João, não provocou, contudo, danos pessoais, segundo informaram as autoridades. 'Estão a ocorrer diversas situações na zona das Olaias e Alto de São João, todas elas relacionadas com queda de árvores, destelhamento e danos em coberturas de habitações', disse o director da Protecção Civil Municipal de Lisboa, Vítor Vieira.
O responsável acrescentou que o vento também causou danos na escola Patrício Prazeres. Segundo as autoridades, a prioridade é proceder à cobertura provisória dos prédios afectados para evitar infiltrações de água nas casas.
O Regimento de Sapadores Bombeiros foi chamado a resolver situações de inundações e quedas de árvores em outras zonas da cidade, principalmente na Baixa Pombalina, tendo recebido 18 pedidos de ajuda até às 17 horas.
SAIBA MAIS
'CHUVA DE ANIMAIS'
A cor cinza dos tornados deve--se aos detritos arrastados. Às vezes são sugados peixes, rãs, sapos e pássaros que caem depois como ‘chuva de animais’.
1954
Foi o ano do mais intenso tornado sentido em Portugal. A 6 de Novembro, em Castelo Branco, fez cinco mortos e 220 feridos.
DIFERENÇAS DO FURACÃO
As turbulências diferem no tamanho – o furacão mede centenas de quilómetros –, e no tempo o tornado dura só 20 m.
CRONOLOGIA
08/10/2009 – Temporal destruiu três dezenas de casas e barracões agrícolas em Ferreira do Zêzere.
15/11/2009 – Os telhados de dezenas de casas voaram com o vento, que soprou a 120 km/h, em aldeias de Vouzela.
23/12/2009 – Rajadas de vento na ordem de 230 km/h devastaram a Região do Oeste, provocando 50 milhões de euros em prejuízos.
30/12/2009 – A freguesia de Canidelo, em Vila Nova de Gaia, ficou em pânico com a fúria do vento.
22/02/2010 – Uma família desalojada e várias casas sem telhado em freguesias de Aveiro.
23/02/2010 – Um ferido ligeiro e duas famílias desalojadas pelo temporal na localidade de Guilhovai, em Ovar.
23/02/2010 – Ventos de 150 a 200 km/h sopraram na Praia do Vau, Portimão. Quatro restaurantes destruídos.
23/02/2010 – No parque de campismo Canelas, em Armação de Pêra, voaram árvores e tendas.
24/02/2010 – Um minitornado destruiu a fachada lateral de um prédio em Gondomar.
05/03/2010 – Rajadas de vento fortes levaram à formação de uma tromba-d’água em Sesimbra. Danos em casas.
DEPRESSÃO: EFEITOS
Responsável pelo mau tempo, a depressão situada entre a Madeira e o Continente vai produzir efeitos até ao fim-de-semana
FENÓMENO: ORIGEM
É a instabilidade do ar sobre grandes massas de água que leva à formação de trombas de água, semelhantes a tornados
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