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Moradores sem data para regressar a prédio de Paços de Ferreira selado após incêndio

Chamas deflagraram pelas 22h46 no dia 07 de janeiro numa garagem de dois blocos de apartamentos.

14 de janeiro de 2026 às 13:12

Os 111 moradores que ficaram desalojados na sequência de um incêndio num prédio de dois blocos de apartamentos em Paços de Ferreira, no início do mês, ainda não têm data para regressar a casa, informou esta quarta-feira o condomínio.

"A situação é muito complicada. A laje ficou com danos. Não significa que vai desmoronar a qualquer momento, mas ainda não é possível regressar ao prédio", disse à Lusa uma das responsáveis do Condomínio Ideal, Marta Nunes.

Sem adiantar datas para obras e para o regresso ao prédio, a responsável acrescentou que os moradores apenas têm entrado "esporadicamente para ir buscar bens essenciais", e "nem os carros podem ser retirados".

"Estamos dependentes de muitas coisas. Isto envolve muitos seguros e a investigação decorre com Polícia Judiciária. Ainda não temos relatório, por isso não se pode tirar de lá os carros", descreveu.

Segundo a mesma fonte, a laje danificada já foi escorada e o prédio foi visitado por uma equipa da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

O incêndio deflagrou pelas 22h46 do dia 07 numa garagem de dois blocos de apartamentos na Rua Nova Urbanização de Sistelo, na freguesia de Paços de Ferreira, distrito do Porto, fez 111 desalojados, queimou 33 carros e três motas.

Quando os bombeiros chegaram ao local, a garagem estava fechada, com uma carga térmica muito elevada, fumos negros o que obrigou bombeiros a destruir uma parede noutra extremidade para poder entrar.

Sem registo de feridos graves, uma criança e dois adultos foram assistidos no local por inalação de fumos.

No dia seguinte, questionado pela Lusa sobre qual ou quais os possíveis motivos do incêndio, o comandante dos bombeiros de Paços Ferreira, António Barbosa, referiu que uma das hipóteses pode estar relacionada com "um carro que começou a arder".

Na garagem existiam carros elétricos e a combustão.

O edifício foi selado e a ocorrência está a ser investigada pela Polícia Judiciária.

Fonte da Câmara Municipal de Paços de Ferreira disse esta quarta-feira à Lusa que, como se trata de um edifício privado, a atuação da autarquia, que chegou a fazer duas vistorias no próprio dia, prende-se apenas com apoio em matéria de emergência social.

"Algumas pessoas foram para casas de familiares e 30 para uma unidade hoteleira paga pela Câmara. A Câmara fará visita final mas por agora decorrem os processos com seguros e a investigação da PJ", resumiu.

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