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MOURA SERVE BIFE DE TOURO

As festas de Santo Aleixo da Restauração, Moura, que terminam amanhã de manhã com uma largada, contaram já com vários espectáculos taurinos sem registo oficial de morte de animais, segundo divulgou o posto local da GNR. Contudo, apesar de nenhum touro ter sido abatido na arena mantém-se a tradição de venda de bife deste bovino.

25 de agosto de 2002 às 21:50

Se vier a ser confirmado o abate de animais na via pública, a associação Animal disse ao CM ser este “um gesto condenável e uma clara provocação ao Governo”. “Isso é proibido, pelo que é necessário que as autoridades, nomeadamente a GNR, tomem as providências necessárias para que não se concretize”, referiu Miguel Moutinho, director em Lisboa desta associação.

As festas da Tomina, em honra de Nossa Senhora das Necessidades, padroeira da terra, tiveram início com uma tourada à portuguesa.

Alguns populares contactados pela Lusa garantiram que a tradição da morte do touro (ou vaca) foi cumprida, apesar da recusa da Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC) de conceder a autorização excepcional, exigida por Lei, aos espectáculos taurinos que constam no programa das festas locais.

Mas a tradição nem sempre obriga a que o animal seja abatido na lide. Pode ser após esta, longe de olhares forasteiros, sendo a carne aproveitada no resto da festa. "O primeiro touro foi logo morto. Parece que, mal saíu da praça, alguém o foi matar num sítio qualquer", disse à Lusa o senhor Dias, 70 anos, natural da terra, mas residente no Norte do país, referindo-se à sorte do primeiro animal lidado sexta-feira numa "corrida à portuguesa", que contou com os cavaleiros Luís Rouxinol e Sónia Matias. "O animal foi morto após a corrida. Primeiro tiraram-no da praça, até porque havia muitos GNR por aqui", explicou o habitante.

De acordo com o Destacamento da GNR de Moura não existe "qualquer registo da morte de animais" nas festas de Santo Aleixo da Restauração.

O "mistério" é desvendado, mais uma vez, pelo senhor Dias: "A carne foi logo vendida. Já se acabou e do animal nem rasto".

Outras testemunhas confirmaram à Lusa esta versão, garantindo que carne (de touro bravo) foi coisa que não faltou, sábado, no mercado e nos restaurantes locais.

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