MP pede pena máxima para gémeas que mataram recém-nascida

Rafaela Cupertino matou a própria filha à facada, com a ajuda da irmã, Inês, no Seixal.
Por Sofia Garcia|14.03.19
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O procurador do Ministério Público pediu esta quinta-feira a aplicação de pena máxima, 25 anos, para as irmãs gémeas acusadas de matar à facada a filha recém-nascida de uma delas, em casa, em Corroios, no Seixal. O caso aconteceu em abril do ano passado quando Rafaela Cupertino, auxiliada pela irmã Inês, deu à luz uma menina saudável, na casa de banho do apartamento em que vivia. Depois do nascimento tentou submergir a filha recém-nascida na banheira e desferiu-lhe depois três facadas no peito. Um dos golpes atingiu o coração da da bebé. O cadáver foi colocado num sacão de plástico e descoberto pelas autoridades.

As alegações finais do caso aconteceram esta quinta-feira de manhã, no Tribunal de Almada, numa sessão marcada ainda pelo pedido de desqualificação dos crimes, por parte da defesa das gémeas de 25 anos.

Manuel Guerra pediu ao coletivo de juízes a absolvição de Inês dos dois crimes de que está acusada e a propôs que o tribunal condene Rafaela por um crime de homicídio privilegiado ou infanticídio, ambos com uma moldura penal até cinco anos. Acrescentou que a sua constituinte deve cumprir a pena em liberdade, com apoio psicológico.

A leitura do acórdão das gémeas, de 25 anos, está marcada para 26 de março, no Tribunal de Almada. As duas irmãs enfrentam a possibilidade de passar os próximos 25 anos na cadeia.





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