Escolha o Correio da Manhã como "Fonte Preferida"
Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.
Crime ocorreu em agosto de 2015.
O Ministério Público (MP) pediu esta segunda-feira uma condenação "não inferior" a 22 anos de cadeia para o suspeito de homicídio do ex-jogador de futebol da União de Leiria, em agosto de 2015.
O procurador da República considerou que "não se provou que o propósito inicial do arguido quando foi ao café Mineira [São Romão, Leiria] fosse matar Raul João Oliveira", mas afirmou que "não restam dúvidas que já levava consigo uma pistola".
Durante as alegações finais, o procurador salientou que quando a vítima regressou pela segunda vez à rua, depois de "provocações" do arguido, o acusado disparou "três vezes sem hipótese de defesa" para Raul.
"Algumas testemunhas relataram ainda que, depois de estar caído no chão, o arguido ainda disparou mais dois tiros para as costas da vítima, apesar de uma testemunha o tentar impedir, tendo sido agredida", acrescentou, dizendo que "a versão do arguido não tem sentido, quando disse que tinha medo do Raul".
Para o procurador, se o arguido tinha medo da vítima "por que não se foi embora enquanto o Raul estava no café?".
Para o MP, a "intenção de matar existiu".
"O arguido deve ser condenado a dois anos pelo crime de detenção de arma proibida, a um ano pelo crime de ofensa à integridade física simples - quando agrediu a testemunha que o tentou agarrar para não disparar mais tiros - e a 21 anos pelo homicídio qualificado, por motivo fútil. A pena não deve ser inferior a 22 anos".
O advogado de defesa Mapril Bernardes considerou que ficou provado que o seu cliente não tinha intenção de matar quando se dirigiu ao café Mineira. "Não é fácil defender alguém que interrompe a vida de outro cidadão. As pessoas perguntam: como é possível defender alguém que matou outro. O papel do advogado não é vir a tribunal reclamar a absolvição, mas procurar que a decisão do tribunal seja adequada".
Para Mapril Bernardes, é uma "reação normal" fugir quando se sabe que se vai preso. "Não conseguimos encontrar uma justificação para os factos. Temos de atender ao que se passou naquela fatídica noite. Não há ninguém que tenha ouvido na íntegra o diálogo entre os dois", recordou, acrescentando que, depois dos disparos, o acusado "entrou no carro desesperado, a tremer, a interrogar-se sobre o que tinha acontecido".
"Não posso concordar quando o senhor procurador diz que o arguido não teve medo, porque se tivesse tinha ido embora. A pessoa com medo tem reações parvas, estúpidas e injustificáveis. O que terá provocado o clique que levou o R. a reagir desta maneira, não conseguimos apurar. Ele reconheceu que disparou a arma contra o Raul. Quantos tiros deu, não tem noção. Não me parece que possamos dizer que por não termos determinado o que levou ao homicídio, possamos dizer que o mesmo ocorreu por motivos fúteis".
Mapril Bernardes entende ainda que o arguido não deve ser condenado por um crime de homicídio qualificado. "Homicídio simples, sim. Quiçá, homicídio privilegiado ou até legítima defesa".
No final, o arguido disse ao coletivo de juízes que se "tivesse planeado matar uma pessoa, jamais iria acompanhado de outras quatro".
"Todo o mundo está a ser ameaçado. Ninguém falou a verdade aqui", acrescentou.
Antes das alegações, o MP pediu uma alteração não substancial dos factos e qualificação jurídica, mas o coletivo de juízes entendeu que só se deverá pronunciar sobre isso quando estiver a analisar o caso.
A leitura do acórdão ficou marcada para o dia 4 de julho, pelas 16H00.
No despacho de acusação, a que a Lusa teve acesso, lê-se que no dia 30 de agosto o arguido dirigiu-se ao Café da Mineira, em São Romão, Leiria, acompanhado por mais três homens, "com intenção de encontrar e matar Raul João de Oliveira, munindo-se preventivamente de uma arma de fogo, que escondeu no cós das calças que vestia".
O MP acrescenta que o arguido agiu "de forma livre, consciente e deliberada, com intenção de lhe tirar a vida".
No despacho do MP é ainda pedida uma indemnização superior a 700 mil euros por danos patrimoniais, pensão de alimentos, despesas de saúde e escolares para o filho menor de Raul João.
Após os factos de agosto, o suspeito do homicídio esteve fugido durante quatro dias, tendo sido detido no aeroporto de Barajas, em Madrid, quando se preparava para embarcar, num avião, com destino ao Rio de Janeiro, no Brasil.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.