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Correio da Manhã

Portugal

Mulher acusada de homicídio qualificado na forma tentada em Leiria

Arguida encontra-se em prisão preventiva.
Lusa 29 de Julho de 2019 às 11:43
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O Ministério Público de Leiria deduziu acusação contra uma mulher, de 43 anos, pela prática dos crimes de homicídio qualificado, na forma tentada, e detenção de arma proibida, disse a Procuradoria da República da Comarca de Leiria.

Segundo a nota do MP, publicada na página de internet da Procuradoria, a arguida é suspeita de, no dia 02 de janeiro de 2019, na residência de ambos, "ter tentado matar o seu companheiro, disparando várias vezes sobre ele, com uma pistola semiautomática, acertando-lhe no peito e no antebraço".

Já depois de a arma ter encravado, "desferiu-lhe uma pancada na cabeça com uma pedra".

A acusação refere que a "vítima não morreu apenas por ter sido atempadamente socorrida por terceiros, sendo que a arguida se colocou em fuga imediatamente após a prática dos factos, vindo a ser localizada quando se encontrava na Estação do Oriente, em Lisboa, e se preparava para embarcar [de comboio] para Madrid".

A arguida encontra-se em prisão preventiva.

O inquérito foi dirigido pelo MP da 1.ª Secção das Caldas da Rainha do Departamento de Investigação e Ação Penal de Leiria, com a coadjuvação da Polícia Judiciária de Leiria.

Na altura dos factos, o coordenador da PJ de Leiria, Gil Carvalho, explicou que, após "mais uma discussão entre um casal, a mulher, de 43 anos, empregada de escritório, munida de uma pistola transformada, desferiu três tiros" no companheiro, de 54 anos, com quem vivia há cerca de 14 anos, atingindo-o nas costas, no peito - "perto de órgãos vitais" - e no braço.

Em seguida, a mulher terá agredido o homem, empregado numa pedreira, com um "pedregulho", causando "uma lesão forte" no crânio. Pouco depois, a agressora, que terá ligado para o INEM, fugiu no carro do casal.

"O veículo viria a ser localizado em Santarém. A mulher teve ajuda de amigos - que já foram ouvidos como testemunhas e não são cúmplices - e trocou de transporte várias vezes, utilizando meios públicos e privados", acrescentou Gil Carvalho.

Recorrendo a todas as diligências possíveis e meios legais, a PJ de Leiria foi no encalce da suspeita, que ainda tentou ludibriar os inspetores da PJ, dirigindo-se ao aeroporto.

Daqui, seguiu para a Gare do Oriente, onde foi detida, "com vestes diferentes e na posse de um bilhete de comboio", "perspetivando-se a sua saída do país".
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