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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

“Não acredita que filho morreu”

"Ele era um grande amigo e uma pessoa com quem podíamos sempre contar. Transmitia muita alegria a quem estava à sua volta", recorda ao CM Francisco Vilhena, amigo e ex-colega de trabalho de ‘Piu’, como era conhecido Fábio Alexandre, 26 anos, que perdeu a vida anteontem, quando praticava caça submarina em Sines.

08 de março de 2011 às 00:30

Os amigos estão em choque com a morte do jovem, que recordam como uma pessoa "muito alegre" e "bem-disposta". Fábio, que praticava caça submarina há vários anos, saiu de casa na manhã de domingo, para mergulhar sozinho numa zona conhecida por Canto Mosqueiro, na Costa do Norte, em Sines, onde acabou por perder a vida entalado numa gruta a 4,5 metros de profundidade.

"Nem quero pensar no que poderá ter acontecido ao Fábio durante o mergulho, mas sei que ele era muito experiente" naquela actividade, diz Francisco Vilhena, adiantando que o jovem "gostava muito de praticar caça submarina."

Ontem, na rede social Facebook, da internet, vários amigos manifestaram choque pela morte e transmitiram as condolências aos pais, que se encontram "inconformados" com o acidente.

"A mãe ainda não acredita que o filho morreu e que não vai regressar a casa. Está inconsolável", conta Francisco Vilhena.

O corpo do jovem foi autopsiado ontem e deverá ser cremado. n

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