Escolha o Correio da Manhã como "Fonte Preferida"
Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.
O homem que, em meados de Outubro, invadiu o Tribunal da Covilhã e se sentou na cadeira do juiz na sala de audiências, apontando uma arma à cabeça, já está numa casa disponibilizada pela Segurança Social. Garante ao CM que agiu por "impulso" por ter ficado "perdido" quando ficou sem a tutela dos dois filhos – mas diz que "nunca quis matar ninguém".
Jaime Santos, de 45 anos, acabou por ser detido pela Polícia Judiciária, após intervenção de negociadores da PSP e do Grupo de Operações Especiais (GOE). Esteve internado no Hospital da Covilhã, de onde recebeu alta na última semana. Agora está a viver numa casa que a assistência social lhe disponibilizou em Teixoso e pretende 'reerguer a vida', trabalhando para proporcionar 'um bom futuro' aos seus dois filhos – uma rapariga de 16 anos e um rapaz de 14.
'Fiquei perdido por o juiz me ter tirado os meus dois filhos. A única coisa que me ocorreu foi ir para o tribunal, para me suicidar ali. Estava armado, mas nunca quis matar ninguém, muito menos o juiz', assegura Jaime Graça – salientando que apenas queria 'chamar à atenção' para a 'injustiça' de que foi alvo. Agora, 'é tempo de voltar a viver' e pede desculpa 'aos funcionários do tribunal'. 'Vou voltar a trabalhar para ajudar a pagar as despesas dos meus filhos', garante o homem que, em Outubro, voltou a deixar a à vista a falta de condições de segurança nos tribunais portugueses.
A vida de Jaime Graça 'nunca foi fácil'. Nascido numa família pobre, desde muito cedo se envolveu no negócio ambulante, vendendo pipocas e castanhas. Há cerca de 25 anos foi condenado a sete anos de prisão por um homicídio, ocorrido no Algarve, que diz ter sido 'em legítima defesa' – durante uma briga.
Quando saiu da cadeia, há dez anos, queria 'reerguer a vida, mas não foi fácil'. Separou-se da mulher e tem uma má relação com a mãe. 'Com a minha ex-mulher está tudo resolvido, mas à minha mãe não perdoo. Pôs--me fora de casa, a mim e aos meus filhos.'
PORMENORES
INTERROGADO PELA PJ
Jaime Graça foi interrogado pelos inspectores da Polícia Judiciária da Guarda e foi constituído arguido. O caso foi entregue ao Ministério Público do Tribunal da Covilhã.
FILHOS ESTÃO NO PORTO
Os dois filhos do arguido residem agora nos arredores da cidade do Porto com a mãe, que é também vendedora ambulante. Jaime Graça Santos está autorizado a vê-los sempre que quiser.
FUNCIONÁRIO DÁ ALERTA
A primeira pessoa a se aperceber da presença de Jaime armado na sala de audiências, no dia 17 de Outubro, foi um funcionário judicial que passava no corredor. Ao ver o homem com uma arma sentado na sala alertou um colega.
CHAMARAM A POLÍCIA
Um segundo funcionário foi depois questionar Jaime Graça para saber o que ele queria, mas este não respondeu. Depois chamaram as autoridades policiais
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.