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MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Assassino esconde cadáver

Homicida não se desfez do corpo.

20 de maio de 2015 às 03:00

Bastante nervoso, Fernando Alves, de 53 anos, não hesitou e descreveu ontem diante dos juízes do Tribunal de São João Novo a forma como, em fevereiro de 2014, assassinou o hóspede Joaquim Pereira com várias facadas dentro da pensão Serrano, no Porto. Explica que escondeu o cadáver da vítima durante quase sete meses devido a questões religiosas. Considerava que seria um pecado desfazer-se do corpo do homem, de 54 anos.

"Eu não queria olhar para aquilo. A minha mente não me deixava ver o cadáver. Estava saturado, não dormia, mas também não podia deitar fora uma coisa que Jesus Cristo criou. Não podia desfazer o corpo", disse Fernando (está preso preventivamente).

O arguido contou que matou Joaquim depois de aquele manter uma discussão com outro hóspede, cego, que terá inclusive tentado agredir com um extintor. Joaquim Pereira partiu ainda o balcão a murro. Depois, Fernando dirigiu-se ao quarto do hóspede para o expulsar, uma vez que aquele também já devia 750 € de rendas e refeições. Discutiram e Fernando matou-o.

"Dei-lhe uma espetadela na cabeça e ele gritou por ajuda. Depois dei-lhe mais facadas, foram umas doze. Meti-o no armário e nunca mais quis saber daquele problema", contou aos juízes. Fernando Alves retirou o corpo da vítima do local quatro meses depois. Escondeu-o numa arrecadação, tendo aquele sido encontrado por outro hóspede em setembro de 2014.

O homicida disse ainda que só atacou o hóspede porque aquele tinha uma faca. Quando foi detido pela PJ, tinha, no entanto, alegado que era uma "navalhita".

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