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Correio da Manhã

Portugal
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Corpo de homem morto pela noiva estava "todo queimado"

Pais de Hugo Oliveira queixam-se que não se puderam despedir do filho.
Liliana Rodrigues 4 de Janeiro de 2017 às 01:50
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17 - prof mata noivo
Os pais de Hugo José Oliveira - assassinado pela noiva na manhã de 24 de dezembro, em Lisboa - estão ainda em choque com a morte do filho, que, acreditavam, iria casar-se no dia de Natal. Estão revoltados e querem apenas que a namorada do filho - Fernanda, que garantia ser natural de Cinfães do Douro - seja julgada e pague pelo que fez.

"Liguei-lhe no dia seguinte a avisar que ele tinha morrido e ela disse que não sabia de nada. Estava um bocado triste, pelo menos parecia. Eu insisti, mas nada. Ela dizia que ele tinha ficado no apartamento em Lisboa mais algumas horas e que ela tinha ido para a casa dos pais dela, mas tinha ficado bem", recorda José António Oliveira, pai de Hugo, que vive em Famalicão. O pais da vítima souberam pelo CM que a noiva - professora em Lisboa - despejou 35 quilos de gelo seco no quarto e ateou fogo à cama onde Hugo Oliveira dormia, depois de ter sido sedado pela homicida com vários comprimidos.

A homicida terá feito uma pesquisa na internet e comprado 35 quilos de gelo seco - nome pelo qual é conhecido o diócido de carbono solidificado, que, ao ser aquecido, se transforma em gás.

"Nem deixaram abrir o caixão, não o vimos na despedida. Estava todo queimado", conta a mãe, Lúcia Silva, que recorda a última vez que viu o filho: "Fomos levá-lo à estação de comboio, ele estava triste há alguns dias, achei estranho, mas ele nunca se queixou de nada. Nem olhou para trás quando saiu com a mala; eu pressenti que algo poderia acontecer."

O casal, que tem ainda uma filha, a quem a PJ de Lisboa ligou a informar da morte de Hugo, viu a homicida apenas uma vez. "Foi há três anos, ela apareceu cá e apresentou-se como sendo namorada dele. O Hugo nem estava em casa, quando chegou ficou surpreendido e feliz. Depois só falávamos por telefone e foi sempre muito simpática. Nunca pensei", rematou o pai.
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