O Grupo de Operações Especiais (GOE) da PSP está pronto para partir para Riade, capital da Arábia Saudita, a fim de assegurar protecção aos diplomatas portugueses e restante pessoal da embaixada. A missão foi pedida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.
A data da partida depende agora do futuro Governo formado após as eleições do próximo domingo.
A capital da Arábia Saudita é, cada vez mais, uma cidade ameaçada pelo terrorismo. Segundo uma fonte do GOE contactada pelo CM, o pessoal diplomático português corre sérios riscos que justificam o envio de uma força de operações especiais.
Uma unidade do GOE, formada por 14 operacionais, está em Bagdad, no Iraque, desde Janeiro de 2004 – precisamente para garantir a segurança do embaixador Francisco Falcão Machado e restante pessoal da representação diplomática portuguesa.
ACÇÕES TERRORISTAS
“Em 2004, setenta pessoas morreram na Arábia Saudita em resultado de variadas acções terroristas. Perante este cenário, o Ministério dos Negócios Estrangeiros solicitou ao Ministério da Administração Interna, que por sua vez pediu à Direcção Nacional da PSP, a constituição de uma missão do GOE que pudesse proteger os interesses nacionais em território saudita”, disse ontem ao CM o comandante do Grupo de Operações Especiais, subintendente Magina da Silva.
Em Setembro do ano passado, uma equipa de reconhecimento composta por dois elementos desta unidade da PSP passou alguns dias na capital da Arábia Saudita.
De regresso a Portugal, os operacionais do Grupo de Operações Especiais efectuaram um relatório que, depois de aprovado pelo comando da unidade, foi entregue ao Governo.
“O documento aponta a necessidade de um reforço da estrutura do edifício da embaixada portuguesa, e aquisição de equipamento técnico e viaturas”, disse a mesma fonte desta unidade especial da PSP.
O comando do GOE aguarda agora pelos resultados das eleições de domingo. A equipa está pronta para partir. O CM sabe que será constituída por 14 operacionais.
A representação diplomática portuguesa em Riade, além do embaixador, tem mais oito funcionários.
AMERICANOS RECOMENDARAM
As imagens da esquerda mostram os 14 ‘magníficos’ do Grupo de Operações Especiais da PSP em Bagdad, no Iraque. A missão resultou de uma recomendação expressa da Administração norte-americana. “Após a destituição de Saddam Hussein, em Abril de 2003, todas as embaixadas ocidentais em solo iraquiano passaram a ser alvo da resistência armada. Foi recomendado a Portugal, e a outros países, que providenciassem segurança para as suas representações diplomáticas”, disse ao CM o comandante do GOE, Magina da Silva.
NOVAS VIATURAS BLINDADAS
Apesar de estar equipada com dois jipes todo-o-terreno Land Rover, a missão do Grupo de Operações Especiais (GOE) da PSP em Bagdad precisa de novas viaturas. Quem o diz é o comandante do GOE, o subintendente Magina da Silva, que sublinha a “necessidade de aquisição de viaturas blindadas”. “A perigosidade que envolve as deslocações das equipas do GOE no Iraque, em especial na estrada que liga Bagdad ao aeroporto, torna fundamental a aquisição de, pelo menos, dois blindados, semelhantes aos usados pela GNR em Nassíria”, disse ao CM.
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