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Medina recorda capacidade de diálogo de Ruben de Carvalho, um "profundo conhecedor" de Lisboa

Ruben de Carvalho morreu esta terça-feira aos 74 anos, vítima de doença.

11 de junho de 2019 às 13:15

O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, recordou esta terça-feira a "energia mobilizadora" e a "capacidade de diálogo" do comunista Ruben de Carvalho, descrevendo o ex-vereador como um "profundo conhecedor" da cidade.

"Incansável na sua energia criativa e mobilizadora, Ruben de Carvalho tinha um enorme sentido de humor e grande capacidade de diálogo. Foi isso, aliás, que marcou a sua passagem pela Câmara Municipal de Lisboa enquanto vereador", refere o socialista, numa nota enviada à Lusa.

Prestando as suas condolências e as do município à família de Ruben de Carvalho -- "em particular à sua companheira, Madalena" -- e ao PCP, Fernando Medina afirma que o militante e dirigente comunista "sabia tudo sobre a cidade, desde a história de um qualquer recanto à origem do nome daquela rua".

Além disso, diz, o ex-vereador era um grande conhecedor do fado, uma sabedoria expressa em livros como "As músicas do fado".

"O Ruben deixou-nos, mas o testemunho da sua paixão por Lisboa, esse, perdurará", sublinha Fernando Medina, lembrando ainda que o também jornalista e produtor cultural foi responsável pela Festa do Avante e por trazer a Portugal artistas como Chico Buarque ou Dexys Midnight Runners.

Ruben de Carvalho morreu esta terça-feira aos 74 anos, vítima de doença.

Era o único membro no atual Comité Central do PCP que tinha estado preso nas cadeias da PIDE durante o Estado Novo.

Foi membro das "comissões juvenis de apoio" à candidatura do General Humberto Delgado, chefe de gabinete do ministro Sem Pasta, Francisco Pereira de Moura, no I Governo Provisório após o 25 de Abril de 1974, deputado à Assembleia da República eleito pelo distrito de Setúbal e vereador da CDU na Câmara Municipal de Lisboa.

Jornalista de profissão, foi redator coordenador no jornal O Século, chefe de redação na revista Vida Mundial, na década de 1960, e também chefe de redação do semanário Avante!, órgão central do PCP, entre abril de 1974 e 1995. Foi depois cronista em vários jornais, como o Diário de Notícias.

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