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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Padre de Braga condenado por abuso sexual de menores afastado da Igreja por "delitos contra o sexto mandamento"

Antigo responsável por três paróquias em Guimarães foi condenado a dois anos e 10 meses de prisão, com pena suspensa, por ter abusado sexualmente de três menores.

26 de maio de 2026 às 15:31

A Arquidiocese de Braga comunicou esta terça-feira que foi aplicada a pena de demissão do estado clerical ao padre Albino Meireles, por "delitos contra o sexto mandamento" da lei de Deus.

Em comunicado, a arquidiocese refere que a decisão canónica definitiva de afastamento do sacerdócio foi aplicada por decreto de 21 de abril de 2026, após a conclusão do correspondente processo penal canónico.

O sexto mandamento da lei de Deus obriga a "guardar castidade nas palavras e nas obras".

Segundo a arquidiocese, o processo incidiu sobre delitos cometidos contra menores e pessoas vulneráveis.

"A Arquidiocese de Braga reconhece a gravidade dos atos em causa e a profunda dor provocada às vítimas, às suas famílias, às comunidades cristãs e a todos os que legitimamente esperam da Igreja um testemunho coerente, seguro e responsável", acrescenta o comunicado.

Antigo responsável por três paróquias em Guimarães, o padre Albino Meireles foi condenado a dois anos e 10 meses de prisão, com pena suspensa, por ter abusado sexualmente de três menores.

Terá exibido e manipulado o órgão sexual diante de três irmãos com 10, 4 e perto de 2 anos, numa praia da Póvoa de Varzim (Porto), no verão de 2015.

No comunicado, a Arquidiocese de Braga diz que renova a sua proximidade para com as vítimas de abuso e reafirma o compromisso de continuar a promover uma cultura de proteção, prevenção e transparência, colaborando com as autoridades civis e canónicas competentes.

"A Igreja em Braga permanece empenhada em assegurar ambientes seguros, especialmente para menores e pessoas vulneráveis, assumindo com determinação os deveres de vigilância, formação e responsabilização que esta missão exige", acrescenta.

Apela também a todas as vítimas "de qualquer espécie de abuso sexual" em alguma paróquia ou instituição da arquidiocese para contactarem a Comissão de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis.

Refere ainda que, por respeito pelas vítimas e pela gravidade da matéria, "não fará comentários adicionais" sobre o assunto relacionado com o padre Albino Meireles.

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