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“Paguei 100 mil euros a quatro guardas”

Foragido conta ao CM pormenores do plano de evasão.

09 de abril de 2017 às 01:29

Podem pôr a Polícia Judiciária, a Europol, a Interpol ou quem quiserem à minha procura, mas não me vão apanhar. E garanto que vou continuar a publicar coisas na internet e a provocar. Só serei novamente preso se quiser." A promessa é de Joaquim Bitton Matos, o luso-israelita que fugiu da cadeia de Caxias há um mês e meio e ainda não foi apanhado, ao contrário dos dois chilenos que também escaparam.

Numa entrevista telefónica ao Correio da Manhã, o foragido explicou ontem como foi possível fugir da cadeia. "Custou 100 mil euros, que foram pagos a quatro guardas. O plano foi meu, mas parte do dinheiro veio dos dois chilenos. Foram os guardas que meteram o fio de serra na cela", acusa, apontando até os nomes dos elementos ‘comprados’.

O CM tentou obter uma reação junto dos dois sindicatos de guardas profissionais, mas não obteve resposta.

Joaquim Bitton Matos garante que os últimos 48 dias "foram ótimos" e que os próximos "vão continuar a ser assim". Conta que está "próximo da fronteira com Espanha", que comunica com quem quer "através da internet" e que não está a ter ajuda de ninguém.

"A comida? Vou às compras normalmente. Basta pôr um boné e uns óculos, não é um problema."

Já sobre a promessa da ministra da Justiça – Francisca Van Dunem deu indicações para reforçar a caça ao homem –, Joaquim Bitton Matos responde com uma provocação. "No lugar dela tinha vergonha. Quando fizer anos [a 10 de julho], vou partir um bolo com a cara dela desenhada."

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