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Pais sovam pedófilo que juiz soltou

Tribunal libertou cadastrado que reincidiu em abusos sexuais. Senhoria manda suspeito sair de casa e agora está em parte incerta.

31 de dezembro de 2024 às 01:30

São muitos os pais que não escondem a revolta. A libertação de um pedófilo, por um juiz do Tribunal de Cascais, está a causar medo em São Domingos de Rana e já motivou agressões ao suspeito. Não se sabe em concreto quem o fez, apenas que o homem, de 50 anos, que morava numa casa arrendada junto à escola onde atacou a última vítima, foi violentamente agredido. Foi hospitalizado e entretanto teve alta, desconhecendo-se agora onde mora - foi entretanto despejado pela senhoria. Há partilhas da sua fotografia nas redes sociais e já há moradores que asseguram que o vão matar, caso ele regresse a São Domingos de Rana.

O caso é tanto mais grave quanto é incompreensível a decisão judicial. Detido pela PJ por abusar um menino de 10 anos, o juiz de turno do Tribunal de Cascais entendeu, a 23 de dezembro, que o depoimento da vítima era credível e que o homem representava perigo para a comunidade. Disse ainda que o pedófilo não se podia aproximar da criança e que estava proibido de passar junto a escolas - sendo que morava nas proximidades de uma. Outra das medidas de coação foi a apresentação duas vezes por semana no posto policial mais perto da sua residência - que agora já não se sabe qual é -, mesmo tendo em conta o elevado cadastro: o suspeito já foi condenado a sete anos de cadeia por abusar de um menino e na altura saiu em liberdade após cumprir quatro anos e meio.

“É uma vergonha. Ele abordava os meninos mesmo de fora das grades [da escola] e aliciava-os com guloseimas. Temos medo que o ano letivo recomece e que ele regresse. Estamos todos preocupados e já há pais que dizem que se a justiça não fizer nada, fazem eles”, garantiu ao CM a mãe de uma das crianças.

O Ministério Público anunciou entretanto que vai recorrer da decisão judicial, mas a verdade é que, por não ter presos, o processo não é urgente e deverá demorar alguns meses até que haja decisão do Tribunal da Relação de Lisboa.

Esclarecimento:


A propósito de notícias divulgadas no passado dia 30 de dezembro sobre a libertação de um homem suspeito de cometer abusos contra menores na região de Cascais, esclarece-se que os factos noticiados não ocorreram na Escola 31 de Janeiro, não tendo nenhum fenómeno de abuso sexual tido lugar nessa instituição, nem tendo o referido suspeito ligação com a mesma.

E TAMBÉM

Pai liga para a PJ a chorar

O pai do menino de 10 anos que agora foi abusado ligou para a Polícia Judiciária a chorar, após a libertação do suspeito. Disse que o filho tinha ficado em pânico e que ele próprio não sabia o que fazer caso se cruzasse com o homicida. Pediu ajuda, mas a PJ nada pode fazer para reverter a situação.

Reincide no crime

O MP tinha pedido a prisão preventiva e falava em perigo de continuação da atividade criminosa, porque o homem reincidiu no mesmo crime.

Junto a escolas

O homem foi proibido de passar junto a escolas, designadamente à escola onde atacou a vítima. O tribunal não disse como é que a medida seria fiscalizada e quem o poderia fazer. Os pais não acreditam que o homem consiga controlar os seus impulsos e agora procuram-no para tentar fazer justiça popular. O MP falava em alarme social.

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