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'Paparazzo' italiano detido em Queluz temia pela vida

O 'paparazzo' italiano Fabrizio Corona, detido na quarta-feira em Portugal, saiu de Itália por temer pelo que poderia acontecer-lhe nas prisões italianas, disse o próprio à polícia, de acordo com a sua advogada. "Não sou um fugitivo, saí de Itália porque fiquei perturbado com uma sentença injusta e porque temo pela minha vida nas prisões italianas", foram as primeiras palavras que Fabrizio Corona disse aos agentes que o detiveram em Portugal, de acordo com a sua advogada, a italiana Nadia Alecci, em declarações ao TGCom24, site da cadeia de televisão italiana MediaSet.

24 de janeiro de 2013 às 09:33

De acordo com a polícia italiana, um grupo de agentes estava em Portugal há alguns dias no encalço do 'paparazzo', condenado na sexta-feira a cinco anos de prisão efetiva por ter extorquido dinheiro ao jogador de futebol francês David Trezeguet.

O fotógrafo indicou um local, a estação ferroviária de Queluz, e uma hora para se entregar à polícia portuguesa, à qual se juntaram os investigadores italianos. No momento da detenção, descreve o TGCom24, era evidente o desconforto de Fabrizio Corona, que estava em lágrimas.

O superintendente da polícia de Milão, Luigi Savina, acredita que o 'papparazo', mesmo que não se entregasse, acabaria por ter sido preso de qualquer maneira. "Começámos a segui-lo mal desapareceu de Itália. Ele percebeu que o cerco começava a apertar-se. Percebeu que, uma vez queimado o contacto com as únicas pessoas que o apoiavam, não conseguiria mais apoio", disse ao TGCom24.

Fabrizio Corona começa a ser ouvido hoje às 10h00 no Tribunal da Relação de Lisboa no, âmbito do processo de extradição para Itália. Luigi Savina tem "fortes dúvidas" que o 'papparazo' consiga permanecer em Portugal, mas "pode acontecer".

Fabrizio Corona, conhecido como o 'paparazzo dos VIP, foi condenado na sexta-feira a cinco anos de prisão efetiva por ter extorquido dinheiro ao jogador de futebol francês David Trezeguet. O fotógrafo já tinha sido condenado a 18 meses de prisão por extorsão a outros jogadores de futebol, os italianos Adriano e Francesco Coco.

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