Edifício escolar em causa está localizado a cerca de 12 quilómetros de Bouceguedim, povoado da freguesia de Moldes onde o incêndio deflagrou às 21h50 de segunda-feira.
O pavilhão gimnodesportivo da Escola Secundária de Arouca foi disponibilizado para descanso rotativo dos mais de 450 operacionais destacados para combater o incêndio florestal que lavra desde segunda-feira à noite no concelho, revelou esta terça-feira a autarquia local.
O edifício escolar em causa está localizado a cerca de 12 quilómetros de Bouceguedim, povoado da freguesia de Moldes onde o incêndio deflagrou às 21:50 de segunda-feira, mas, segundo disse à Lusa fonte da Câmara Municipal de Arouca, o espaço revela-se o «mais próximo e seguro» para recuperação adequada dos bombeiros e outros agentes da Proteção Civil que têm estado a combater o fogo nesse concelho do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto.
«Sabemos que o combate aos incêndios exige um esforço físico e emocional enorme. Por isso, assegurar um espaço adequado para repouso, higiene e recuperação é também uma forma concreta de apoiar quem está na linha da frente», declarou à Lusa a presidente da Câmara de Arouca, Margarida Belém.
A autarca diz que o pavilhão está «devidamente preparado para acolher os bombeiros e restantes operacionais envolvidos nas operações», no que se incluem profissionais de várias zonas do país, e acredita que, dada a amplitude e localização do edifício, ele permitirá «o descanso e a recuperação daqueles que, há várias horas, estão a dar o seu melhor na defesa do território de Arouca e das suas comunidades».
Margarida Belém deixa, por isso, «uma palavra de profundo reconhecimento e gratidão a todos os bombeiros, forças de segurança, equipas de emergência, trabalhadores municipais e demais operacionais e agentes de proteção civil que estão a combater este incêndio».
«A sua coragem, dedicação e espírito de missão são fundamentais neste momento particularmente difícil para Arouca», realça.
No referido gimnodesportivo foram instaladas 50 camas de campanha e reativados os balneários. As refeições principais continuarão a ser servidas no quartel dos Bombeiros Voluntários de Arouca, que, ao longo do dia, também já recebeu da população «vários donativos» de bens alimentares.
Quanto às operações concretas de combate ao incêndio, o comandante da corporação local, Sérgio Azevedo, antecipa que deverão prolongar-se até quarta-feira, porque «o fogo já atravessou o rio Paivô» e segue agora até Covelo de Paivó, Cabreiros e Tebilhão, podendo «alastrar a São Pedro do Sul», concelho vizinho no distrito de Viseu.
Às 20:30 desta terça-feira, o incêndio de Bouceguedim passara de três para quatro frentes ativas, continuando a impor especial vigilância nessa aldeia e também nas de Cando, Rio de Frades e Pedrógão, assim como nas de Cabreiros e de Covelo de Paivó, das quais o fogo se aproximou durante a tarde.
À mesma hora, o site da Autoridade Nacional da Proteção Civil indicava que nas operações de combate ao fogo de Arouca estavam envolvidos 452 operacionais, apoiados por 149 veículos e dois meios aéreos.
Os trabalhos obrigaram ao corte da circulação viária na Estrada Municipal entre Ponte de Telhe e Rio de Frades, e na chamada Estrada dos Militares, que liga Moldes a Cabreiros, em direção a São Pedro do Sul.
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