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Morreu a atriz brasileira Glória Menezes

Artista tinha 91 anos. Terá morrido de causas naturais.

18 de agosto de 2026 às 22:01

A atriz brasileira Glória Menezes morreu, esta terça-feira, na sua casa no Rio de Janeiro, aos 91 anos. 

Ao que a assessora de imprensa avançou ao G1, a morte ocorreu por causas naturais.

Glória construiu uma carreira de mais de seis décadas no teatro, cinema e televisão, tendo atuado em mais de 40 novelas da Globo. Estreou-se no canal com a novela "Sangue e Areia", em 1967.

A história da atriz cruza-se com clássicos das telenovelas brasileiras, tendo protagonizado "Irmãos Coragem" (1970), "O Homem que Deve Morrer" (1971), "Cavalo de Aço" (1973) e "Pai Herói" (1979).

Nas décadas de 1980 e 1990 atuou em "Guerra dos Sexos", "Brega & Chique", "Rainha da Sucata", "Deus nos Acuda", "A Próxima Vítima" e "Torre de Babel".

Gloria Menezes também contracenou em fenómenos de audiência da televisão brasileira, como "Porto dos Milagres" (2001), "O Beijo do Vampiro» (2002), "Senhora do Destino" (2004), "A Favorita" (2008) e "Totalmente Demais" (2015).

Em "Rainha da Sucata" (1990), a atriz deu vida à personagem Laurinha Figueroa, uma mulher rica e arrogante, considerada uma das vilãs mais marcantes das telenovelas brasileiras.

O Ministério da Cultura (MC) brasileiro reagiu à morte da atriz, salientando que "marcou diferentes gerações ao longo de mais de seis décadas de carreira, com personagens de destaque na televisão e trabalhos no teatro e no cinema".

"Com uma carreira que atravessou diferentes momentos da história da televisão, do teatro e do cinema no Brasil, Glória Menezes deixa um importante legado para a dramaturgia e para a memória cultural do país", frisou o MC em comunicado.

Com mais de 40 novelas na TV Globo no currículo, a atriz também teve a sua carreira entrelaçada com a do ator Tarcísio Meira, com quem esteve casada durante 59 anos, até a morte deste em 2021, aos 85 anos.

Glória e Tarcísio conheceram-se ainda no teatro e viriam a tornar-se um dos casais mais longevos e marcantes da dramaturgia brasileira, sendo os pais do também ator Tarcísio Filho, nascido em 1964.

No cinema, a atriz também atuou num dos clássicos do cinema brasileiro, «Pagador de Promessas» (1962), sendo a primeira e única longa-metragem do Brasil a receber a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

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