Testemunhos sobre o paradeiro do homicida chegam de todo o País e de Espanha.
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Pedro Dias não é visto há mais de uma semana. Desde que as autoridades publicaram a fotografia do homem mais procurado do País que as chamadas para as autoridades sobre o paradeiro do homicida se têm multiplicado.
Falso avistamento em bomba de gasolina
A 12 de outubro, um dia depois do homicida ter matado um GNR e um civil e ferido outras duas pessoas, uma delas também militar da GNR, duas mulheres relatam às autoridades ter visto Pedro Dias em Montalegre. Supostamente, o fugitivo estaria a abastecer um Ford Fiesta branco numa bomba de gasolina. Informação que é descartada após a visualização das câmaras de vigilância do posto de abastecimento.
Espanha em alerta
As chamadas para as autoridades multiplicam-se. A comunicação social espanhola mostra a fotografia de Pedro Dias e a Guardia Civil começa a receber chamadas sobre o paradeiro do homicida. Ao inicio da tarde de 13 de outubro surge a informação de que o homicida teria entrado no país vizinho através de Salamanca, situação que não se confirma.
Burgos também esteve em alerta. Mas nenhuma das suspeitas da presença de Pedro Dias no local foi confirmada.
África do Sul fora do mapa de fuga
As autoridades descobrem que Pedro Dias deixou a carteira com os documentos de identificação e o passaporte para trás, limitando assim os possíveis destinos de fuga, inclusive, a possível ida para África do Sul onde o homicida viveu vários anos e onde terá recebido treino militar.
Continuam a surgir relatos que dão conta da presença de Pedro Dias de norte a Sul de Portugal e em Espanha. Nenhum se confirma.
As pistas que as autoridades estão a seguir
Pedro Dias volta a ser visto em Arouca. Cinco dias depois do duplo homicidio, o fugitivo esconde-se numa casa desabitada no lugar da Portela, na freguesia de Moldes. A filha da dona da casa é atacada por Pedro quando entra para fazer a habituais limpezas e arejar a casa. Um homem que estava na casa ao lado a tratar do jardim ouve os gritos e vai em seu auxilio mas também ele é espancado e sequestrado pelo homicida.
Pedro Dias foge numa carrinha Opel Astra branca, roubada ao homem que espancou e sequestrou. As estradas são cortadas e o aparato policial volta a ser visível na zona de Arouca. O medo volta aos moradores das aldeias mas Pedro Dias escapa-se.
A GNR persegue o homicida e ficou muito próximo de o apanhar, mas perde-lhe o rasto na zona industrial de Vale de Nogueira, em Constantim, Vila Real.
Aldeias de Vila Real com cerco apertado
O Opel Astra branco é encontrado na aldeia de Carro Queimado, no concelho de Vila Real. Dentro da viatura está um par de calças com vestígios de sangue. Sinal de que o homicida pode estar ferido.
A polícia monta cerco a uma residência na localidade e chega a acreditar-se que Pedro Dias está no seu interior, mas a operação não dá resultado.
Um popular informa as autoridades que viu o homicida na Aldeia de Assento, perto de Carro Queimado. Começam as buscas e ouve-se um tiro. O cerco aperta em todas as aldeias vizinhas e a aldeia de Gache passa a ser um dos pontos principais das investigações.
Rouba caçador e passa noite em Tojais
Pedro Dias terá passado a noite desta quarta-feira, dia 19, numa casa em Tojais, Vila Real. A casa é habitada e fica perto da A4. O homicida levou roupa e material de caça
O cerco está cada vez mais apertado. As autoridades acreditam que o suspeito estará já extremamento desgastado, ao fim de 10 dias de fuga.
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