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Correio da Manhã

Portugal

PJ detém burlão que recebia dinheiro para comprar viaturas e imóveis penhorados em Lisboa

Crimes terão ocorrido desde 2017, envolvendo mais de uma dezena de lesados.
Lusa 10 de Maio de 2019 às 12:51
Polícia Judiciária
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Polícia Judiciária, xxx
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Um homem de 37 anos foi detido na zona de Lisboa por burlar conhecidos, que convencia a entregarem-lhe dinheiro para conseguir boas oportunidades de negócio, nomeadamente compra de viaturas de alta cilindrada ou imóveis penhorados, anunciou esta sexta-feira a PJ.

De acordo com a Polícia Judiciária, os crimes terão ocorrido desde 2017, envolvendo mais de uma dezena de lesados, que terão entregado ao suspeito montantes que totalizam quase 500.000 euros.

"O suspeito divulgava a falsa notícia, junto de amigos, de que conhecia pessoas responsáveis em diversas entidades, desde leiloeiras a instituições de crédito, e que, por isso, tinha conhecimento privilegiado de boas oportunidades de negócio, nomeadamente a venda, em leilão, de viaturas de alta cilindrada praticamente novas, ou de imóveis penhorados, por preços inferiores aos valores de mercado", descreveu a PJ, numa nota, salientando que o homem é suspeito de vários crimes de burla qualificada.

O detido alegava que, para garantir os negócios, os interessados tinham de pagar antecipadamente os preços dos bens em numerário e por intermédio dele.

Esta forma de pagamento era justificada com o facto de os "contatos privilegiados" do detido "não poderem ser comprometidos, nem a intervenção e influência deles na escolha do comprador ser descoberta".

"Quando os compradores, depois de lhe pagarem, começavam a estranhar a demora na entrega do bem e, na sequência disso, a questioná-lo sobre o assunto, justificava-se com a alegação de que se tratavam de atrasos normais decorrentes da própria tramitação dos negócios, protelando sempre as entregas para mais tarde, as quais, porém, nunca chegavam a ocorrer", acrescentou a PJ.

Perante os argumentos do autor, as vítimas mantinham-se na expetativa de que iam receber os bens que haviam comprado e adiavam a participação dos seus casos às autoridades, o que atrasou a investigação.

A PJ recuperou parte do dinheiro recebido ilicitamente.

O detido foi presente a primeiro interrogatório judicial, tendo ficado sujeito a prisão preventiva.

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