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PJ diz que cibercrime direcionado a crianças é residual na Madeira

"Pornografia de menores, 'ciberbullying' e outros crimes direcionados para as crianças, apesar de ainda não estarem apurados, posso garantir que é um número residual", afirmou o diretor da direção regional.

14 de janeiro de 2026 às 12:18

O crime informático representa mais de 70% dos processos investigados pela Polícia Judiciária (PJ) na Madeira, mas os que envolvem crianças são em número residual, informou esta quarta-feira o diretor da delegação regional desta força de segurança, José Matos.

"A pornografia de menores, o 'ciberbullying' e outros crimes direcionados especificamente para as crianças, apesar de ainda não estarem apurados, posso garantir que é um número residual", afirmou.

José Matos falava aos jornalistas no âmbito da apresentação do videojogo RAYUELA, dirigido a alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, que decorreu no auditório do Departamento de Investigação Criminal da Madeira da Polícia Judiciária (PJ), no Funchal.

O jogo aborda temas como o 'ciberbullying', o aliciamento 'online', o discurso de ódio, as relações digitais, a pornografia infantil, as ameaças cibernéticas e a desinformação, fornecendo aos alunos ferramentas para refletir e adotar comportamentos seguros no ambiente digital, bem como ferramentas de defesa, com indicações sobre o que fazer e a quem recorrer.

"O crime informático é a nossa maior pendência, o maior número de casos em investigação na Polícia Judiciária, mas basicamente tem a ver com crime direcionado contra o património, as burlas informáticas, e aí são alvo quer as crianças e os jovens, como os adultos", explicou José Matos.

O diretor da delegação regional da PJ considera que, apesar de o crime direcionado especificamente a crianças ser residual, o videojogo RAYUELA pode ajudar a diminuir o risco, considerando que muitas não têm consciência dos perigos a que se expõem no meio digital.

O RAYUELA (nome espanhol para o jogo da macaca) foi apresentado pela PJ em outubro de 2025, em Lisboa, no âmbito de uma campanha de prevenção do cibercrime, e, em novembro desse ano, tinham já decorrido sessões em mais de 400 escolas a nível nacional.

O videojogo, criado a partir de um projeto europeu que envolveu 17 entidades, foi concebido para ser usado em contexto de aula, para abordar questões associadas à prevenção de cibercrimes, funcionando como uma ferramenta pedagógica inovadora que alia diversão e aprendizagem para promover a segurança 'online' e a cidadania digital.

Na Madeira, a Polícia Judiciária estabeleceu uma parceria com a Secretaria Regional da Educação, Ciência e Tecnologia e, hoje, apresentou o projeto a diretores, coordenadores, docentes e técnicos de várias escolas da região autónoma, com vista a capacitá-los para a aplicação do RAYUELA em contexto escolar.

"É nas escolas que estão as crianças e vai ser através de um jogo interativo, com o apoio dos professores, que esta literacia digital e esta maior defesa dos perigos da internet vai ser feita, com a Polícia Judiciária a apoiar o sistema educativo e os professores", afirmou José Matos.

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