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Correio da Manhã

Portugal
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PJ recorda buscas a casa e papel comido por ex-presidente da Câmara para eliminar provas em Portimão

Luís Carito, Artur Curado, Luís Marreiros e Carlos Barros estão a ser julgados.
Rui Pando Gomes e Ana Palma 29 de Abril de 2019 às 08:38
Cidade do Cinema previa a construção de estúdios de cinema junto à Zona Ribeirinha de Portimão
Luís Carito era vice-presidente da autarquia quando foi detido, em 2013, na sequência da investigação da PJ
Polícia Judiciária
Cidade do Cinema previa a construção de estúdios de cinema junto à Zona Ribeirinha de Portimão
Luís Carito era vice-presidente da autarquia quando foi detido, em 2013, na sequência da investigação da PJ
Polícia Judiciária
Cidade do Cinema previa a construção de estúdios de cinema junto à Zona Ribeirinha de Portimão
Luís Carito era vice-presidente da autarquia quando foi detido, em 2013, na sequência da investigação da PJ
Polícia Judiciária
Os inspetores da Polícia Judiciária (PJ) que participaram na busca à casa do ex-presidente da Câmara de Portimão, Luís Carito, em que este engoliu um documento que poderia ser usado como prova, vão ser ouvidos no dia 13 de maio no Tribunal de Portimão, durante o julgamento do ex-autarca e mais três arguidos.

Luís Carito, Artur Curado, Luís Marreiros e Carlos Barros estão a julgados por burla qualificada, branqueamento de capitais e participação económica em negócio.

A investigação da PJ começou devido a contratos para a requalificação do estádio do Portimonense e para a instalação do projeto Cidade do Cinema, que o Ministério Público acredita terem lesado o Estado em 4,6 milhões de euros.

Os investigadores da PJ vão recordar perante o coletivo de juízes o ato insólito e inesperado do ex-autarca, que engoliu o documento e, por isso, está a ser julgado também pelo crime de danificação ou subtração de documento e notação técnica.

Segundo o Ministério Público, a busca foi efetuada na casa de Vale da Areia, em Ferragudo, a 19 de junho de 2013.

O documento, em papel branco e formato A4, "continha diversos nomes, seguidos de outros tantos números, na ordem de dezenas de milhares, compatíveis com valores monetários", razão pelo qual foi "selecionado para apreensão", descreve o Ministério Público, frisando que o arguido subtraiu o documento porque "tinha conhecimento da sua relevância para a descoberta da verdade".
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