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Correio da Manhã

Portugal
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Polícia de elite capota em escolta a António Costa

Dois agentes do Corpo de Segurança Pessoal da PSP feridos num despiste em plena A1.
João Carlos Rodrigues 13 de Março de 2018 às 01:30
BMW série 3 ficou totalmente destruído na sequência de um despiste na A1 quando agentes da PSP seguiam como batedores rumo ao Norte do País
BMW série 3 ficou totalmente destruído na sequência de um despiste na A1 quando agentes da PSP seguiam como batedores rumo ao Norte do País
BMW série 3 ficou totalmente destruído na sequência de um despiste na A1 quando agentes da PSP seguiam como batedores rumo ao Norte do País
BMW série 3 ficou totalmente destruído na sequência de um despiste na A1 quando agentes da PSP seguiam como batedores rumo ao Norte do País
BMW série 3 ficou totalmente destruído na sequência de um despiste na A1 quando agentes da PSP seguiam como batedores rumo ao Norte do País
BMW série 3 ficou totalmente destruído na sequência de um despiste na A1 quando agentes da PSP seguiam como batedores rumo ao Norte do País
Pneus carecas, num carro com mais de 200 mil quilómetros, a pressa para cumprir os horários determinados pelas chefias da PSP e do gabinete do primeiro-ministro e uma autoestrada alagada. Foram os ‘ingredientes’ que levaram ao violento capotamento de um automóvel do Corpo de Segurança Pessoal que fazia escolta a António Costa numa deslocação ao norte. Uma agente ficou em estado grave e ainda está hospitalizada. O colega escapou com alguns arranhões e hematomas, mas enfrenta agora um processo disciplinar por causa do aparatoso acidente.

O despiste seguido de capotamento ocorreu na sexta-feira de manhã, horas antes de o primeiro-ministro efetuar uma visita de trabalho em Vila Nova de Gaia e São João da Madeira. Os dois agentes, que integram a equipa que faz a segurança do primeiro-ministro, foram destacados como batedores – a missão é sempre de verificar, antes da chegada do responsável, se há condições de segurança para a visita. Mas quando passavam por Aveiras, na A1, o BMW série 3 em que seguiam entrou em despiste e capotou várias vezes.

Fontes policiais garantiram ao CM que na origem do acidente esteve "um lençol de água", o que, "aliado ao estado dos pneus, fez com que o carro entrasse em ‘aquaplanning’". Na altura faziam-se sentir os efeitos da tempestade Félix.

A agente, de 30 anos, que ia no lugar do passageiro, sofreu ferimentos graves. Foi imediatamente transportada para o hospital de Santarém, mas depois transferida para Santa Maria, em Lisboa. Na segunda-feira permanecia internada no hospital Beatriz Ângelo, em Loures (da área de residência). O condutor escapou quase ileso, mas sofreu alguns cortes quando tentou ajudar a colega a sair da viatura.

Em comunicado, a Direção Nacional da PSP fez saber que "as causas do acidente serão apuradas em processo administrativo, não sendo de excluir a existência de um lençol de água como causa provável, o qual, apesar da perícia do Agente condutor, poderá ter motivado o acidente". 

PORMENORES
Falta de manutenção
Segundo o CM apurou, há uma onda de contestação entre o efetivo do Corpo de Segurança Pessoal devido à falta de manutenção das viaturas de serviço e à ausência de troca de pneus para estes veículos. A PSP tem 123 carros para altas entidades.

"Carros desviados"
De acordo com fontes policiais, as viaturas mais recentes que foram entregues ao Corpo de Segurança Pessoal – Audi A4 com tração integral – foram "desviadas" desta subunidade. Estarão ao serviço da Direção Nacional e do Ministério da Administração Interna.
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