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Primo do Celebrex em xeque

Um grupo de médicos norte-americanos aconselhou os clínicos a não prescreverem o anti-inflamatório Bextra, dos Laboratórios Pfizer, que pertence à família de anti-inflamatórios como o Vioxx (retirado desde 30 de Setembro) e Celebrex (Celecoxib), ambos associados ao aumento de riscos cardíacos.

21 de dezembro de 2004 às 00:00

O Bextra “não é comercializado” em Portugal, garantiu ao CM Luís Rocha, responsável pela área institucional da Pfizer portuguesa. O medicamento, que tem Autorização de Introdução no Mercado da parte do Infarmed, custa 25,53 euros (caixa com dez comprimidos) e tem como substância activa Valdecoxib. A Pfizer já tinha admitido que um estudo demonstrava que o Bextra aumenta o risco de ataques cardíacos a quem tiver tido operações coronárias com ‘bypass’. “As dúvidas acerca da segurança do Valecoxib constituem um perigo potencial iminente para a saúde pública”, lê-se no editorial do ‘The New England Journal of Medicine’.

Desde a retirada do mercado do Vioxx, todos os anti-inflamatórios da classe COX-2 estão a ser estudados pela Agência Europeia do Medicamento, organização da qual faz parte o Infarmed. Os medicamentos cuja substância activa seja Etoricoxib, Valdecoxib, Parecoxib, Rofecoxib ou Celecoxib estão sob análise, havendo recomendações especiais para as suas prescrições.

Nos EUA, a Pfizer decidiu retirar todo o tipo de publicidade ao Celebrex, enquanto aguarda por novos dados da Food and Drug Administration sobre a ligação do medicamento com o risco cardíaco.

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