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Prisão preventiva para suspeito de atirar 'cocktail molotov' na Marcha pela Vida

Nelson Vassalo está indiciado de infrações terroristas

16 de abril de 2026 às 11:04

Ficou em prisão preventiva, esta quinta-feira, o suspeito de atirar um 'cocktail molotov’ (artefacto incendiário) contra um grupo de manifestantes da ‘Marcha pela Vida’,  no dia 21 de março, à frente do Parlamento, em Lisboa.

Nelson Vassalo, ex- professor, designer e militante anarco-libertário e do Partido Socialista, está indiciado de infrações terroristas e foi detido esta quarta-feira.

O homem já havia sido detido pela PSP no dia do ataque, mas foi libertado uma vez que estava indiciado apenas por crimes menores (posse de arma proibida), tendo, na altura, ficado apenas sujeito a apresentações diárias na PSP e proibido de frequentar o local do ataque, junto ao Parlamento.

A PSP apreendeu os destroços do engenho explosivo e enviou-os para análise no Laboratório de Polícia Científica. Quando ficou provado que se tratava de um engenho explosivo, foi feito um relatório para a Unidade de Coordenação Antiterrorista.

No momento do incidente, participavam no protesto cerca de 500 pessoas, incluindo crianças e bebés. O engenho embateu junto de um grupo de manifestantes, mas não chegou a deflagrar no momento do impacto.

A Marcha pela Vida é uma iniciativa anual em diversas cidades, incluindo Lisboa, contra a interrupção voluntária da gravidez e a eutanásia.

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