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PSP de Leiria com "baixa significativa da criminalidade" desde a depressão Kristin

Comandante distrital adiantou que "durante as últimas 24 horas", não há "registo de furtos de material" associados ao mau tempo.

01 de fevereiro de 2026 às 11:20

O comandante distrital de Leiria, Domingos Urbano Antunes, da Polícia de Segurança (PSP) disse este domingo que, na sua área de intervenção, regista uma "baixa significativa da criminalidade" desde a depressão Kristin.

"Tivemos uma baixa significativa da criminalidade e não registámos qualquer tipo de criminalidade violenta ou grave desde o início da tempestade. Tivemos uma baixa de registo de acidentes rodoviários em toda a área de intervenção", afirmou à agência Lusa Domingos Urbano Antunes.

A área de intervenção da PSP compreende as cidades de Leiria, Pombal, Marinha Grande, Caldas da Rainha, Alcobaça e Peniche, e ainda a vila da Nazaré e Marrazes (concelho de Leiria).

O comandante distrital adiantou que, "durante as últimas 24 horas", não há "registo de furtos de material" associados ao mau tempo, como geradores ou combustível, explicando que a PSP tem contado com reforço noturno de equipas da PSP de outros locais do país e está prevista a chegada de mais meios.

"Temos um empenho forte durante o período noturno e estivemos a policiar, em permanência, as zonas comerciais e industriais", garantiu, referindo que a PSP não tem registo de pessoas feridas, mas há conhecimento de outras que "se feriram no âmbito dos trabalhos de recuperação".

Nesse sentido, a PSP apela "encarecidamente à população que apenas faça o trabalho em segurança, que não assuma riscos desnecessários, uma vez que, até por força da intempérie de hoje, possa ainda haver estruturas débeis e instáveis", e eventualmente projeção, originando "perigo para a propriedade e para as pessoas, mas sobretudo para as pessoas".

Na área de intervenção da PSP, não há vias cortadas, referiu este responsável da PSP, avisando, todavia, que há "cortes seletivos", para que as equipas de socorro e limpeza possam trabalhar.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. Este sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00h00 de quarta-feira até às 23h59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

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