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PSP justifica uso de gás pimenta em manif

O comando nacional da PSP admitiu a utilização de gás pimenta durante a intervenção policial numa manifestação de alunos em Braga, ação justificada para evitar uma operação "mais musculada".

18 de janeiro de 2013 às 14:12

Em causa está a intervenção realizada esta manhã por agentes da PSP durante um protesto na Escola Secundária Alberto Sampaio contra a criação de um mega-agrupamento.

Ao início da manhã, os portões apareceram fechados a cadeado, tendo ainda os alunos colocados faixas pretas nas grades e formado uma espécie de cordão humano frente ao portão principal.

Através de uma nota divulgada ao final da manhã, o comando nacional admitiu que quando a equipa da PSP chegou ao local "foi necessário passar pelo cordão de alunos que se encontravam a obstruir a passagem", de forma a garantir que os bombeiros "teriam acesso ao portão para cortar o cadeado".

"Durante esta intervenção, alguns alunos agarraram-se aos polícias na tentativa de os demoverem dessa intenção, cercando-os posteriormente. Para evitar a necessidade de intervenção com bastões de ordem pública, foi utilizado por um polícia, gás pimenta para cessar os atos referidos", explicou a PSP.

"Após ter sido aberto o portão da escola, a situação voltou ao normal. A Polícia lamenta este episódio e assume que a intervenção foi feita na medida e proporção a evitar uma intervenção mais 'musculada'", concluiu.

Durante a manhã, o presidente da Associação de Estudantes daquela escola tinha já acusado a PSP de "investir" sobre os alunos que se manifestavam contra a criação de um mega-agrupamento e de lançar gás pimenta sobre eles.

"Atiraram com gás pimenta para cima dos alunos, uns ficaram com os olhos inchados, outros com a boca a arder, houve agressões, não entendemos o porquê de tanta violência quando nós apenas nos manifestávamos pacificamente contra aquilo que achamos um erro e uma injustiça", disse à Lusa Pedro Martins.

Na quinta-feira, o Ministério da Educação anunciou a agregação da Escola Alberto Sampaio com o agrupamento de Nogueira, criando um mega-agrupamento que, segundo Pedro Martins, ficará com 3500 alunos.

Ainda de acordo com Pedro Martins, primeiro apareceram quatro agentes da PSP afetos ao programa Escola Segura, seguindo-se depois mais meia dúzia do corpo de intervenção.

O cadeado seria retirado com a intervenção dos bombeiros, mas Pedro Martins garante que "ainda nenhum aluno entrou na escola".

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