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PSP mais perto de identificar o polícia que disparou cegando adepto sportinguista

Inquéritos criminal e disciplinar vão apurar tipo de arma usada e identificar agente que disparou munição que feriu Bernardo Topa.

22 de maio de 2025 às 01:30

Estão em curso dois inquéritos (disciplinar e criminal) ao disparo de uma arma anti-motim da PSP que, na madrugada de domingo, levou um adepto do Sporting a ficar cego do olho esquerdo após ser atingido por uma bala de borracha. O CM sabe que esta força de segurança já identificou um grupo de elementos policiais, todos do Corpo de Intervenção (CI) da Unidade Especial de Polícia, de onde, tendo em conta as armas usadas durante a operação policial, deverá sair o agente a ser responsabilizado.

A ordem para a investigação urgente à autoria do disparo que deixou o comissário de bordo, de 28 anos, com um ferimento muito grave, partiu do diretor-nacional, superintendente-chefe Luís Carrilho. A inquirição disciplinar competirá ao Núcleo de Deontologia e Disciplina do Comando da PSP de Lisboa. O Ministério Público, por seu turno, recebeu a participação dos factos e deverá delegar, também na PSP, a investigação criminal do caso.

As investigações vão centrar-se no dispositivo do CI que esteve destacado para acompanhar o autocarro do Sporting no trajeto entre o estádio e o Marquês de Pombal. A PSP, como o CM noticiou esta quarta-feira, justificou os disparos de armas anti-motim para fazer cessar um ataque com pirotecnia. O ferimento grave de Bernardo Topa pode ter sido provocado pelo disparo de pelo menos dois tipos diferentes de armas anti-motim. Quando for identificado, o elemento policial responsável pode ser sujeito a medidas disciplinares e, no limite, a uma acusação criminal.

Entretanto, investigadores da PSP já foram ao hospital de São José, em Lisboa, recolher vestígios da munição que os médicos retiraram do olho de Bernardo Topa. O ferido mantém-se internado no Hospital de São José, em Lisboa, mas poderá ser transferido. O presidente do Sporting, Frederico Varandas, já telefonou à vítima. Em comunicado, o clube afirma estar a “encetar todas as diligências possíveis e necessárias junto das autoridades competentes, com vista à investigação da ocorrência e à adoção das medidas que se revelem adequadas”.

A cantora Irma, por seu turno, acusou ontem também elementos do CI de terem agredido o irmão, de 25 anos, com uma bastonada na boca, durante a operação de segurança aos festejos do Sporting. A artista mostrou mesmo uma foto do familiar ensanguentado.

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