Duas histórias de amor terminaram, em Coimbra e Alhandra, em dois sequestros distintos. Crimes violentos e não relacionados entre si, mas ambos motivados pelo fim de uma relação. Dois sequestros que por pouco não acabaram em morte.
Em Coimbra, um homem de 33 anos fugido da cadeia raptou um jovem de 21 para chantagear a tia da vítima e obrigá-la a reatar o namoro terminado contra vontade do agressor. O fugitivo andou com o jovem pelo País, agrediu-o, ameaçou matá-lo e manteve-o três dias fechado numa fossa em Alvaiázere. Foi apanhado anteontem pela Polícia Judiciária.
Em Alhandra, Vila Franca de Xira, uma mulher de 53 anos foi expulsa de casa pelo marido, já reformado, após uma discussão. Na rua com os filhos trazidos de um casamento anterior, resolveu vingar-se através de um sequestro violento. De acordo com fonte da Unidade Nacional de Contra Terrorismo da PJ, o caso ocorreu em Abril e foi resolvido anteontem com a detenção de três dos responsáveis.
"Tratava-se de uma relação conflituosa e o homem quis acabar tudo. A mulher elaborou um plano e contratou terceiros para matarem o companheiro. O objectivo era fazer com que parecesse um assalto feito por desconhecidos, para garantir a herança", conta fonte da PJ.
O grupo organizado pela mulher atacou a vítima na própria casa. Uma vez no interior, "iniciaram uma sequência de estrangulamentos e agressões bárbaras, com recurso a armas brancas e objectos pesados". A tortura durou horas e provocou "múltiplas perfurações, hematomas e escoriações, que só pararam quando a vítima simulou estar morta".
O reformado foi depois "amarrado e abandonado, com a certeza de que se não havia ainda falecido como consequência directa das agressões morreria da perda de sangue". Mas sobreviveu, e conduziu a PJ aos seu agressores.
"ESCONDEU-SE DEBAIXO DE UMA MESA"
Depois de escapar da fossa com a ajuda de ferramentas, o jovem, que é de Lisboa mas estuda em Coimbra, pediu ajuda a uma família de Oliveira Gorda. Estava em pânico. "Tinha uma ferida na cara e só pedia para se esconder", diz Benilde Abreu. Ao entrar em casa "escondeu-se debaixo de uma mesa", acrescenta Arménio Abreu.
JOVEM FECHADO DENTRO DE FOSSA
O rapto em Coimbra ocorreu na noite de 7 de Junho. O fugitivo da Cadeia de Vale de Judeus marcou encontro com a vítima junto a umas bombas de gasolina e, com uma pistola de calibre 7, 65 mm, obrigou-a a entrar num carro. Durante três dias a família do jovem foi pressionada com telefonemas ameaçadores do cadastrado a exigir o contacto da ex-namorada. Quando o conseguiu, ligou à mulher (a residir no estrangeiro) e exigiu que apanhasse o primeiro avião para Portugal, caso contrário mataria o seu sobrinho. No dia 10 de Junho colocou o jovem numa fossa, em Alvaiázere, onde ficou fechado duas horas e meia até conseguir fugir.
PORMENORES
MENSAGEM
No caso de Coimbra, quando foi ter com o raptor o estudante levou um amigo, a quem enviou depois o SMS: "Esquece--me." Este avisou a polícia.
TIA OUVIA O CHORO
A vítima foi agredida. O fugitivo fazia-o quando ligava à ex-namorada, que ficava em pânico ao ouvir o sobrinho chorar.
NOVA NAMORADA
O cadastrado andou durante o rapto acompanhado pela actual namorada, que foi identificada. Segunda-feira, foram localizados na Figueira da Foz.
DETENÇÃO
Foi detido quarta-feira em Castelo Branco, numa operação de Judiciária e PSP. Ainda tentou fugir.
NOTAS
EVASÃO: SAÍDA PRECÁRIA
O raptor de Coimbra estava evadido da cadeia desde Fevereiro de 2006. Beneficiou de uma saída precária e não voltou. Foi nesse período que teve um relacionamento com a tia do rapaz.
PRISÃO: TRÁFICO E FALSIFICAÇÃO
Com um largo cadastro, o detido encontrava-se a cumprir pena por tráfico de droga, falsificação de documentos e viaturas e moeda falsa. Entretanto terá também praticado burlas e furtos.
FUGA: TROCAVA DE CARROS
Para evitar ser localizado, o raptor trocou várias vezes de carro e nunca estava muito tempo no mesmo sítio. Segundo a PJ de Coimbra, algumas viaturas foram furtadas e outras alugadas.
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