page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Raptora arrependida

Simone foi interrogada durante mais de três horas no Tribunal de Lousada, de onde saiu acusada de sequestro agravado e sujeita à medida de coacção de prisão domiciliária com pulseira electrónica.

17 de junho de 2008 às 15:00

Segundo o CM apurou, a jovem, de 21 anos, confessou à juíza de instrução criminal ter raptado o recém-nascido Sandro Gabriel, no sábado à tarde no Hospital Padre Américo, em Penafiel.

Simone Ferreira assumiu estar "profundamente arrependida" e tentou justificar o crime afirmando ter estado, de facto, grávida mas que sofreu um aborto em Dezembro passado. Alegou que, perante a perda do bebé teve medo que o namorado Márcio a abandonasse e por isso optou por simular a continuidade da gravidez de um rapaz, já que era esse o desejo do namorado.

Durante as últimas semanas planeou o dia do rapto e, na noite em que toda a família pensava que ela estava internada no Porto para ter o bebé de cesariana, refugiou-se num apartamento de amigos em Felgueiras, onde o casal chegou a morar alguns meses. Avisou que o parto era de risco e que não teria direito a visitas.

A uma amiga revelou que tencionava raptar um bebé no Hospital de Penafiel. Terá sido essa amiga que num telefonema anónimo à GNR alertou para o caso. Sábado, Simone entrou no hospital, disfarçou-se de enfermeira e quando viu o filho de Vera Mónica, pegou nele e fugiu. Foi apanhada oito horas depois.

SAÚDE VAI CRIAR MODELO ÚNICO DE SEGURANÇA

A ministra da Saúde, Ana Jorge, assinou ontem um despacho que cria um grupo de trabalho para estudar modelos de segurança nas unidades de saúde com pediatria, neonatologia e obstetrícia. Os peritos têm como missão apresentar, "em breve", uma solução para aumentar a segurança das crianças internadas nas unidades de saúde e evitar os casos de rapto. Hoje, os mecanismos existentes dependem das escolhas de cada hospital. Mas a ideia da tutela é estudar novos métodos (que ofereçam mais garantias) a alargar a todo o País. Serão ainda propostas recomendações para as administrações hospitalares e os diferentes serviços seguirem. A ministra Ana Jorge considera que a gravidade dos casos de crianças raptadas, apesar de raros, justifica novas medidas.

PERGUNTOU PELO NAMORADO

O casaco vermelho que Simone ontem levou para o tribunal é de uma familiar do namorado, que o entregou a um inspector da PJ do Porto. Dentro do tribunal, Simone perguntou pelo Márcio. "Ela só chora, tem os olhos vermelhos de tanto chorar, e diz que só fez isto para não perder o Márcio", disse a familiar. A mãe de Simone não foi ao tribunal porque estava no Instituto de Oncologia do Porto com o pai, que sofre de cancro. Quando chegou a casa, em Sernande, Felgueiras, a mãe e a avó de criação estavam à espera dela com lágrimas e solidariedade. "O quarto está pronto", disse a mãe.

PORMENORES

CHUVA NÃO DESMOBILIZA

Mesmo com chuva, centenas de pessoas cercaram o Tribunal de Lousada para tentar ver a raptora.

APOIO DA FAMÍLIA

Alguns familiares do namorado manifestaram ter compaixão por Simone e até lhe deram apoio e conforto.

SAIU RUMO A CASA

Simone chegou ao tribunal com dois inspectores da PJ, por volta das 11h00, e saiu também com os polícias, às 18h45, rumo a casa.

OPINIÕES DIVIDIDAS

As opiniões populares dividiram--se entre revolta e compreensão.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Bom Dia

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8