page view

Recluso perdoa guardas por vídeo ilegal

Recluso, atingido por uma taser, desistiu da queixa contra três elementos do Grupo de Intervenção e Segurança Prisional, acusados de filmar a agressão.

28 de junho de 2014 às 14:25

O recluso que, em setembro de 2010, foi atingido por uma arma de choques elétricos (taser) desistiu da queixa-crime contra três elementos do Grupo de Intervenção e Segurança Prisional (GISP), que estavam acusados de filmagem ilícita. Recorde-se que foi um vídeo da intervenção do GISP na cadeia de Paços de Ferreira revelado pela comunicação social que espoletou e mediatizou o caso, no qual outros dois guardas também estão acusados de coação por terem usado a arma taser.

A revelação foi feita ontem no Tribunal de Paços de Ferreira, onde os quatro GISP estão

a ser julgados. Carlos Gouveia, preso que se recusou a limpar a cela onde defecava no chão, preferiu perdoar o vídeo feito pelos guardas, uma vez que se as filmagens fossem consideradas ilegais, já não poderiam ser utilizadas para provar o crime de coação.

Para ontem estavam também marcadas as alegações finais deste processo, mas a ausência do advogado de Carlos Gouveia obrigou ao adiamento da sessão. Mas ao Correio da Manhã, Luís Oom, defensor do recluso, já afirmou que foi feita prova suficiente para "responsabilizar" os guardas que usaram a arma de choques elétricos.

Opinião diferente manifestou, na sala de audiências, o diretor-geral dos Serviços Prisionais, que testemunhou na sessão anterior, realizada no passado dia 20. "Tendo em conta a tentativa de agressão a um dos guardas e o facto de a cela ser exígua, a utilização deste meio [taser] foi o mais adequado", alegou Rui Sá Gomes.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8