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Reconheceu ladrão meses após o crime

Uma comerciante de Viseu foi assaltada à mão armada no final de Dezembro. Numa extraordinária coincidência, identificou o ladrão, passados quatro meses e meio, numa agência bancária da cidade. A PSP anunciou ontem que o indivíduo já está em prisão preventiva.

19 de maio de 2006 às 00:00

O assaltante, de nacionalidade brasileira, assaltou a loja de Viseu no dia 30 de Dezembro de 2005, sob ameaça de uma pistola. A vítima estava acompanhada de uma cliente.

Segundo revelou ontem a PSP, o assalto verificou-se às 16h15. O ladrão, de 28 anos, entrou no estabelecimento (cujo ramo de negócios omitimos a pedido da vítima) como um cliente normal. Mas, como estava a demorar muito tempo, a comerciante perguntou-lhe se precisava de ajuda. Nessa altura, o homem puxou de uma pistola, encostou a vítima e uma cliente ao balcão e exigiu o dinheiro. Fugiu a pé com 210 euros pela Rua Cândido Reis.

As vítimas apresentaram queixa na PSP, mas durante quatro meses e meio não tiveram novidades.

Na segunda-feira, pelas 14h00, a comerciante entrou numa agência bancária e reconheceu no interior do edifício, “sem qualquer margem para dúvida” – como disse ao CM – o autor do assalto.

Sem que o ladrão se apercebesse, a mulher telefonou para a PSP de Viseu, que pouco depois deteve o suspeito, sem que o este tivesse oferecido resistência, e entregou-o à PJ de Coimbra, para posteriores investigações.

Posteriormente, apurou-se que o indivíduo, em situação ilegal no País, também é suspeito de no mesmo dia (30 Dezembro de 2005) ter assaltado à mão armada um estabelecimento comercial em Coimbra, pelas 21h00.

Neste caso terá actuado com um cúmplice – que ainda não foi identificado – e terá roubado 300 euros.

Segundo a PSP, “nas instalações policiais a comerciante reconheceu inequivocamente o assaltante”. Em resultado, o suspeito foi presente ao juiz do Tribunal Judicial de Viseu que lhe determinou prisão preventiva até à realização de julgamento.

A vítima, refere a Polícia em comunicado, “ficou em pânico e muito traumatizada” na altura em que foi cometido o assalto.

COMERCIANTE TRAUMATIZADA

A comerciante, que quer manter o anonimato, referiu ontem ao CM que continua ainda “muito assustada e traumatizada”. Primeiro, por ter sido vítima de um assalto à mão armada e, depois, por volvidos meses ter dado de caras com o assaltante. A vítima não quer falar sobre o assunto porque tem medo de represálias.

“Nunca se sabe o que pode acontecer”, limita-se a dizer, visivelmente incomodada com as circunstâncias que rodearam o crime e a forma como identificou o suspeito.

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