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Reformados pedem na Madeira complemento de 65 euros para pensões abaixo do salário mínimo nacional

Documento foi entregue após uma concentração junto do parlamento madeirense que visou apresentar as reivindicações.

15 de janeiro de 2020 às 16:26

A Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos da Região Autónoma da Madeira (ARPIRAM) entregou esta quarta-feira na Assembleia Legislativa um documento reivindicando o aumento das pensões e um complemento de 65 euros para as pensões abaixo do salário mínimo nacional.

"Estas são basicamente as nossas duas reivindicações para a Madeira, mas estamos também solidários com as iniciativas levadas a cabo esta quarta-feira pela Inter-Reformados da CGTP e a Confederação Nacional de Reformados MURPI a nível nacional", explicou a dirigente da ARPIRAM Margarida Vasconcelos, no Funchal.

O documento foi entregue após uma concentração junto do parlamento madeirense que visou apresentar as reivindicações "de justiça elementar para com os reformados e pensionistas da região, no momento em que está em discussão o Orçamento do Estado para 2020 e quando se prepara a discussão do Orçamento Regional para 2020", referiu ainda Margarida Vasconcelos.

O documento entregue pela ARPIRAM reivindica, além dos 65 euros de complemento regional para pensões abaixo do salário mínimo nacional, o aumento de 10 euros em todas as pensões.

A Inter-Reformados da CGTP e a Confederação Nacional de Reformados MURPI realizam esta quarta-feira tribunas públicas em 12 distritos do país para exigirem um aumento real das pensões e a revogação do fator de sustentabilidade, entre outras medidas.

As tribunas públicas foram marcadas para Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Covilhã, Évora, Faro, Leiria, Lisboa, Porto, Santarém e Setúbal, segundo uma nota da estrutura da CGTP.

"Esta ação visa exigir medidas concretas em defesa dos direitos dos reformados, pensionistas e idosos", entre as quais "um aumento real das pensões e de todas as prestações sociais", a revogação do fator de sustentabilidade, que corta cerca de 15% do valor das reformas antecipadas, e a eliminação das taxas moderadoras.

As organizações de reformados reivindicam ainda "o aumento das comparticipações nos medicamentos para reformados e pensionistas detentores de pensões inferiores ao salário mínimo nacional", que este ano é de 635 euros brutos.

Este ano, através da lei que atualiza as pensões, os pensionistas que recebem até 877,6 euros (valor correspondente a dois Indexantes de Apoios Sociais - IAS) têm um aumento de 0,7%.

Por sua vez, as pensões entre duas e seis vezes o valor do IAS (entre 877,6 euros e 2.632,8 euros brutos) são atualizadas este ano em 0,24%. Acima desse valor não há aumentos.

Nos últimos três anos, o anterior Governo atribuiu um aumento extraordinário até 10 euros por pensionista com rendimentos mais baixos. Em 2017 e 2018, este aumento foi aplicado a partir de agosto e em 2019 a partir de janeiro.

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