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Correio da Manhã

Portugal
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‘Rei do bacalhau’ lucrava com sexo

Ganhava 5200 euros mensais. Abriu lojas para disfarçar.
Roberto Bessa Moreira 22 de Fevereiro de 2015 às 00:11
Um dos prédios onde estariam instaladas as mulheres comandadas pelo ex-comerciante de peixe
Um dos prédios onde estariam instaladas as mulheres comandadas pelo ex-comerciante de peixe FOTO: Roberto Bessa Moreira

Durante quatro anos, um homem de 45 anos dedicou-se, segundo o Ministério Público, ao "fomento do exercício da prostituição". Antigo comerciante de peixe e conhecido como o ‘Rei do bacalhau’, Arménio Freitas arrendou, em Paredes, seis apartamentos e uma vivenda para alojar dezenas de mulheres portuguesas e estrangeiras e um homem. Teve ganhos mensais de 5200 euros.

Era nesses apartamentos (três no Edifício do Lago) do centro da cidade que as prostitutas recebiam os clientes. Em agosto último, o SEF pôs fim à rede e, nessa operação, encontrou um papel em que o arguido deixava indicações às mulheres sobre como agir: tinham de acordar às 10h00 e elogiar o desempenho sexual dos clientes era obrigatório.

Arménio Freitas geria toda a operação, pagava as contas, incluindo preservativos e anúncios em jornais e sites, e até levava as mulheres ao médico.

Em troca, recebia metade do dinheiro cobrado – que podia chegar aos 100 euros, dependendo do tipo de relação e do número de pessoas envolvidas. Com o lucro, e ajuda da namorada, Arménio abriu uma sapataria e um salão de beleza em Penafiel, para "camuflar" o dinheiro do sexo. Os dois estão acusados de lenocínio, auxílio à imigração ilegal e branqueamento. O julgamento ainda não tem data. 

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