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Correio da Manhã

Portugal
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Rusga na cadeia de Vale de Judeus revolta presos

Serviços Prisionais dizem investigar agressões a reclusos.
Miguel Curado 7 de Abril de 2020 às 08:19
Vale de Judeus
Vale de Judeus FOTO: Direitos Reservados
Perto de 300 reclusos, detidos em dois pavilhões (B e C) da cadeia de Vale de Judeus, Azambuja, recusaram-se nos últimos dois dias a comer, num motim cujas explicações divergem. Fonte dos Serviços Prisionais disse ao CM que os reclusos protestavam contra agressões de guardas. A violência é desmentida por estes, que suspeitam que na origem do motim poderá estar uma rusga a celas feita sem máscaras.

A recusa do almoço de domingo começou no pavilhão C. Os cerca de 150 presos juntaram-se no recreio, protestando ruidosamente. A direção da cadeia terá aceitado mudar a ementa. O protesto, no entanto, manteve-se ao jantar. Esta segunda-feira de manhã, novamente no pavilhão C, os reclusos não tomaram o pequeno-almoço.

Sabe o CM que houve, entre eles, distribuição de comida para atenuar a fome. Houve novamente protestos no pátio e nos vários pisos do pavilhão B, onde se concentrou esta segunda-feira o motim. Só pelas 12h45 foi possível fechar os reclusos, sem que estes tivessem comido as refeições oficiais. Os guardas ainda tentaram entregar a comida, cela a cela, mas ninguém terá aceitado. Esta segunda-feira à tarde, não tinha ainda sido necessária a chamada à prisão do Grupo de Intervenção em Serviços Prisionais (GISP). Fonte oficial deste organismo confirmou a abertura de um inquérito.

Entretanto, os Serviços Prisionais confirmaram igualmente a deteção de dois reclusos da prisão de Faro que foram apanhados no sábado a andar no telhado, onde apanharam um pacote com três telemóveis.
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