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Sexo por informação

Dois inspectores do SEF começaram a ser julgados, ontem, no Tribunal de S. João Novo, Porto, pelo envolvimento num alegado esquema de corrupção em que protegiam bares de alterne de rusgas, em troco de favores sexuais. Os arguidos defenderam que visitavam os locais por lazer.

09 de fevereiro de 2010 às 00:30

A Agostinho Teixeira são imputados 20 crimes de corrupção passiva para acto ilícito e três de violação de segredo por funcionário. É suspeito de usar o seu estatuto para frequentar bares de alterne, a cujos patrões prometia avisar sobre operações do SEF em troco de favores sexuais e bebidas grátis. "Isso [a acusação] não corresponde à verdade. É tudo falso", afirmou o arguido. Já Sérgio Medeiros, inspector adjunto, é acusado de 11 crimes de corrupção passiva e dois de abuso de poder. Alegou que frequenta casas de alterne desde 1990 a "título pessoal". Afirmou ainda que nunca teve envolvimentos amorosos com brasileiras e que foi dos primeiros a denunciar a falta de acções de fiscalização.

"Nunca prometi, nunca ajudei e nunca fui cúmplice das acções que me são imputadas", sublinhou.

Angélica, que em 2005 trabalhava no ‘Calor da Noite’, descreveu ao tribunal a abordagem de Agostinho. "Disse que era do SEF, mas para estar tranquila porque não estava a trabalhar", contou a testemunha. De seguida, afirmou que o inspector lhe disse "que a troco de dinheiro podia resolver a minha situação".

O julgamento continua na próxima segunda-feira.

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